American horror story

Começou com um trailer bizarro que eu assisti no YouTube de uma série que mostrava um homem em roupa de borracha, uma empregada doméstica de uniformezinho se alternando entre uma velha caquética e uma ruiva fantástica e instrumentos de tortura sendo mostrados no porão de uma casa antiga…

Logo pensei  comigo mesmo:  “Que isso? Uma série sobre fetiche e terror? Tem que ver isso aí, hein?”

Mas eu estava na frente do trailer de uma das melhores séries sobre terror que eu já assisti: American Horror Story!

Atualmente na sua terceira temporada, a série conta a vida e a ‘rotina’ de famílias e grupos de uma maneira bastante… Ahn… Diferente!

American horror story

Tudo começa com a chegada da família Harmon a uma enorme casa de subúrbio conhecida como “The Murder House” ou “A Casa Assassina”, sendo inclusive, ponto obrigatório em uma “Horror tour” promovida por aficionados por historias e contos de terror desta pequena e pacata região de Los Angeles. Um forte caso de infidelidade aflige esta família.

E o pai Bem, sua esposa Vivien e a filha Violet se mudam para tentar ‘fugir’ desses problemas.

Sem saber que casos extra conjugais seriam o menor de seus problemas.

Com personagens interessantíssimos como Tate Langdon, filho de Constance, antiga proprietária da ‘Murder House’ e a empregada sinistra/gostosona Moira O’Hara, a 1ª temporada vai contando através de eventos a historia de terror e horror da casa e porque ela ficou tão assombrada. Com um final surpreendente para alguns personagens, essa serie não necessariamente te dá sustos. Mas te deixa aflito com o que pode acontecer cada vez que um personagem aparece!

E quem diabos está vivo, quem está morto? Quem é culpado, quem é inocente?

American horror story

A continuação da série veio com uma pegada ainda mais sinistra. Se passando em um sanatório controlado por freiras e padres e só a entrada com a imagem da santa com uma risada maléfica já vale pela agonia.

Ainda mais sinistros são os pacientes atendidos pelo sanatório. Desde serial killers até pessoas com deformidades físicas, os pacientes dão medo. E a personagem foco desta temporada é uma lésbica que é presa no local para ser tratada de sua “doença”.

Essa foi uma temporada que começou muito bem, te deixando aflito por cada um dos personagens em cada sessão de tortura promovida pela freira chefe do local e sua inocente assistente Irmã Mary Eunice! Inocente? Não…

Na verdade essa foi uma das coisas mais sinistras da série… Uma freira demoníaca… Com finais surpreendentes para os personagens e revelações de fazer explodir a cabeça, essa também é uma temporada fantástica.

American horror story

Recentemente estreou a nova temporada, chamada Coven. Eu ainda não comecei a assistir, pois prefiro esperar a temporada inteira acontecer pra daí assistir a série.

http://www.youtube.com/watch?v=6a_1a_x5R-Y

Mas o que eu sei é que minha musa (sim, tenho uma musa pra cada seriado e filme…) Lily Rabe está de volta. Dessa vez não como freira possuída ou esposa de médico maluco. Mas sim como uma bruxinha.

Sim, Lily volta como uma bruxinha como uma remanescente dos ensinamentos propagados em Salém há mais de 300 anos.

American horror story Espero que essa 3ª temporada tenha uma levada tão sinistra quanto as demais e me faça querer saber qual é o fim que cada personagem vai levar.  Mas apesar de não ter assistido, pelo trailer, teaser e a entrada da série já estou sentindo que os caras tão pegando cada vez mais pesado e indo pra assuntos cada vez mais obscuros!

Espero que vocês curtam a série e se já assistiram espero a opinião de vocês, para falar bem, mal, me xingar… Nervos de aço e coração forte, pessoal!

Um grande abraço a todos e um bom seriado.

Paulo Gomes, o Destemido

Comentários

comentários

2 Responses

  1. Raphael Sousa

    Concordo plenamente, melhor série de terror que já vi.
    Com exceção da temporada Coven, essa série tem feito muito "terror" em vários episódios do que em muito filme de terror atual. Tudo é bom e bem feito, a trama, o terror psicológico, o trágico, a fotografia perfeita, a direção, misturado com ficção e fatos reais, como o caso da Dalia Negra na primeira temporada "Murder House" e vários outros "serial Killers" que realmente existiram na estória dos EUA.
    A segunda temporada "Asylum" é melhor ainda, acho que foi a mais realista de todas, os asilos psiquiátricos naquele época eram exatamente daquele jeito (abuso, negligência, tortura, diagnósticos absurdos), isso aconteceu não só nos EUA como no Brasil. Em Minas Gerais mais ou menos nessa época em que a estória de "Asylum" se passou (1965) existia um manicômio que derretia com ácido sulfúrico corpos de pacientes até ficarem só o esqueleto para serem vendidos para faculdades de medicina. Disso pra pior.
    Pena que a terceira temporada "Coven" foi fraca na questão do terror, pelo contrário foi até cômica, mas manteve a essência da série que é contar "estórias reais do terror americano", como no caso da bruxa vuduzeira Marie Laveau e a socialite sádica e racista Marie Delphine Lallaurie que torturava escravos e também o ótimo episódio "The Axeman Cometh" contanto a estória de um serial killer que realmente existiu em New Orleans, os produtores foram fiéis até nas datas e locais das ocorrências dos casos. Isso que realmente dá medo, ouvir uma estória que não foi lenda urbana, mas que realmente existiu. O que estragou a temporada Coven foi o exagero em mostrar bruxas com poderes toscos, igualzinho Sabrina Feiticeira ou "Charmed". Fiquei triste pois o autor Ryan Murphy havia cogitado contar a estória do assassino Charles Manson, o cara que matou a esposa do diretor Roman Polanski por ter feito o filme o Bebê de Rosemary, um filme de bruxaria muito forte para a época (até mesmo para os dias atuais) em que uma seita praticava canibalismo. Mas enfim, Coven terminou passando uma mensagem interessante, pois na temporada inteira, quem mandava eram as mulheres, boas ou más, e a bruxaria veio disso, antigamente as igrejas se "irritavam" quando as mulheres exigiam seus direitos e as vezes mostravam-se mais fortes do que os homens, dando margem a uma sociedade matriarcal, logo essas mulheres fortes era retratadas como bruxas e queimadas. Essa mensagem Coven passou perfeitamente.

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