Há quem diga que a época de ouro dos animes já se foi. Que só os antigos prestam e não existem mais histórias interessantes. Que a criatividade está em baixa. Pois digo que estão redondamente enganados.

É claro, quando vimos pela primeira vez Dragon Ball ou Cavaleiros do Zodíaco ficamos deslumbrados, fôssemos crianças, adolescentes ou adultos. Isso aconteceu por dois motivos: primeiro porque os animes eram “novidade” para os brasileiros e segundo porque, oras, os enredos de ambos são verdadeiramente e incontestavelmente muito bons.

Não vamos entrar em detalhes de qualidade de vídeo, som e afins porque é lógico que a tendência é sempre ficar melhor, então não faria sentido comparar estes aspectos. Mas, para aqueles que amam os clássicos e não dispensam uma boa qualidade, existem os remakes, como o de Neon Genesis Evangelion e o de Berserk, por exemplo (ambos adaptados para sequências de filmes).

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Neon Genesis Evangelion: The End of Evangelion

Sim, hoje vemos muitas tentativas de animes que não vão para a frente. Porém, convenhamos, isso acontece com tudo. Livros, filmes, séries, novelas, bandas, tudo! É difícil, realmente, criar algo sem nenhuma inspiração ou referência passada. Quantos shoujos nos lembram Sailor Moon? Quantos animes de “monstros amigos” existem, como Pokémon ou Digimon? São gêneros clássicos que sempre farão sucesso, por isso estão aí.

No entanto, há milhares de ideias novas e geniais, também. Por que Shingeki no Kyojin fez tanto sucesso? Porque é novo, nunca vimos algo assim (e, se você ainda não viu, pelo amor de Goku, vá ver agora!). Outro que eu recomendo para o mundo inteiro – tanto pelo enredo original, quanto pela qualidade, quanto pela trilha sonora e tudo o mais – é Steins;Gate. Pra quem curte a ideia de viagem no tempo, teoria das linhas do tempo, personagens sensacionais e fortes emoções, é tiro certeiro. El Psy Congroo.

Vale lembrar que hoje temos acesso ilimitado a uma quantidade absurda de animes. Antes, assistíamos ao que passava na televisão. Hoje, encontramos qualquer tipo de anime que desejarmos, seja ele velho, novo, em blu-ray, etc., então fica fácil achar tanto os animes muito bons quanto os muito ruins. O negócio é testar de tudo.

Às vezes um anime pode não parecer bom pela sinopse ou até pelo primeiro episódio, por isso minha tática é assistir pelo menos uns 5, assim posso ter certeza antes de descartá-lo. E dar uma chance aos antigos que você ainda não viu também é muito válido. Depois de assistir ao Hajime no Ippo: Rising, que é mais recente, resolvi assistir à primeira temporada, que foi lançada há mais de 10 anos, e valeu muito a pena.

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Pra resumir com um enorme clichê: não julgue um livro pela capa. Não é porque o anime é velho que é a melhor coisa do mundo. Não é porque é novo que vá ser uma porcaria sem graça ou originalidade. Mas, claro, tudo isso é apenas a minha opinião. Conta aí pra gente qual é a sua!

 

Escrito pela soldado: Geovana Gorski

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