Faaaala Refugiados!

Todo mundo sabe que, a cada dia que passa, o Arqueiro Verde vem se tornando um herói de maior fama, ainda que sem poderes. O mesmo conquista legiões de fãs ao redor do mundo. Com isso, Arrow, que teve sua estréia no canal Warner no dia 10 de outubro de 2012, também ganhou mais amplitude em sua primeira temporada, que por sinal foi muito boa. A série teve bons resultados de audiência no canal norte-americano e, sinceramente, o seriado tem meu respeito.

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Arrow começou querendo agradar mais do que devia. Rapidamente, os criadores estabilizaram a temporada e a qualidade foi melhorando. Com um roteiro bem estruturado, com espaço para momentos extremamente divertidos, Arrow concluiu sua primeira temporada dia 15  de maio. Com um season finale eletrizante, a série deixa a expectativa na medida certa para que os fãs aguardarem pela segunda temporada.

A série apresenta o protagonista em uma viagem de barco. O milionário playboy Oliver Queen sofre um acidente de barco e passa cinco anos perdido em uma ilha. Transformado por tudo o que passou lá, o jovem decide lutar com suas próprias mãos contra o crime e a corrupção, cumprindo o último desejo de seu pai antes de morrer.

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A série começa sob o passado sombrio de um legado já gasto: Smallville. Com medo que o público imaginasse que Arrow fosse seguir exatamente os mesmos caminhos cansativos da série do superman, os produtores executivos se precipitaram em (tentar) encher os olhos e as mentes do público já na abertura do seriado. Entre efeitos especiais de segunda linha, uma edição pavorosa, Arrow quase deu com os burros n’água. Na realidade, o único elemento que remete a série predecessora (Smallville), é a casa da família Queen, cujo cenário foi reaproveitado da mansão dos Luthor, a fim de manter os custos baixos.

Terminada a paranoia dos executivos, a série começa realmente a se desenvolver. Baseada nos quadrinhos do Arqueiro Verde, tal titulo poderia ser alterado para “inspirado”. Arrow apropria-se de elementos básicos da trama central e seus personagens, mas o seriado televisivo toma novos rumos em relação ao material original, estabelecendo também um tom mais pesado, com uma visão bem interessante do personagem. Visto que a mera coincidência, de fato, seja verdadeira quando dizemos que Arqueiro Verde lembra um primo mais simples do Batman, afinal, os quadrinhos do capuz verde foram originados de uma inspiração ao homem-morcego: ambos milionários que decidem combater o crime de suas cidades fictícias, com seus ajudantes e seus apetrechos tecnológicos. Até seus amores, Laurel e Rachel, são personagens muito parecidos. Combinando a receita explosiva apresentada na trilogia de Christopher Nolan com a nova linha que a DC tem dado a seus personagens nas telas, a proposta de seguir um seriado mais sombrio e pé no chão pareceu bem apropriado. E realmente foi!

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Dentro destas propostas, Arrow sabe se virar muito bem, começando pelo seu protagonista vivido por Stephen Amell. O ator, até então sem nada de muito relevante na carreira, consegue sustentar sua personagem muito bem, assim como suas transformações (Um fato, muitas vezes frustrante, já que essas transformações de personagens, de babacas para pessoas racionais e respeitosas, nem sempre são bem executadas, devido à falta de capacidade dos atores). Não é o caso aqui! Neste caso, com Amell é diferente, pois o ator ajuda construir (e desconstruir, conforme o roteiro se desenvolve) a imagem do personagem. Realmente o telespectador sente a mudança do caráter de Oliver e não, finge em acreditar, como acontece, por exemplo, com a personagem Roy Harper (vivido por Colton Haynes), paquera da irmã de Queen, cuja mudança realmente não convence ninguém, ficando óbvio o apelo físico (e sensual) que tenta (só tenta) disfarçar isso para que o telespectador não perceba.

No enredo, enquanto Oliver recupera suas conexões com aqueles que são mais próximos, ele secretamente se torna o Arqueiro – um vigilante – para corrigir os erros de sua família, lutar contra os crimes da sociedade, e devolver a Starling City à sua antiga glória. Durante o dia, Oliver é o homem galanteador, saudável, despreocupado e negligente que costumava ser – flanqueado por seu leal chofer/segurança, John Diggle –, enquanto cuidadosamente esconde sua identidade secreta. No entanto, o Detetive Quentin Lance (Paul Blackthorne), pai de sua namorada Laurel Lance (Katie Cassidy), está determinado a prender o vigilante que opera em sua cidade. Enquanto isso, a mãe de Oliver, Moira (Susanna Thompson), casou-se novamente, tendo escolhido como segundo marido, um grande amigo do falecido pai de Oliver. Outro fato intrigante, é que Moira sabe muito mais sobre o naufrágio responsável pela morte do marido do que revela – algo muito mais além do que Oliver poderia imaginar.

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Para não avançar a história de maneira complexa, de forma a não comprometer a audiência dos que assistem o seriado apenas pela diversão, sem acompanhar tudo de fato, os produtores seguem a famosa tática de desenvolver uma micro história por episódio que, no fim, se unem para montar a série toda. Isso funciona muito bem porque o roteiro aborda um alvo da lista do arqueiro por episódio, e isso se torna bem funcional, além de suprir as necessidades comerciais do seriado. Mas a negatividade do formato se evidencia quando Arrow necessita de vínculos um pouco mais permanentes com o público.

Com um roteiro bem redondinho, com personagens interessantes, cenas divertidas e uma abordagem sóbria que parece nunca pesar a mão, a série consegue abranger um público relativamente grande, já que não apela para nada que possa comprometê-la comercialmente. A série propõe diversão e uma boa história aos telespectadores, que aguardam ansiosos pelos novos episódios do capuz verde.

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Direção: Guy Norman Bee, John Behring, Kenneth Fink, Michael Schultz, Nick Copus, Eagle Egilsson

Roteiro: Greg Berlanti, Marc Guggeneheim, Andrew Kreisberg, Lana Cho, Wendy Mericle, Beth Schwartz, Ben Sokolowsi, Moira Kirland, Geoff Johns, Jake Coburn, Drew Z. Greenberg

Elenco: Stephen Amell, Katie Cassidy, Colin Donnell, David Ramsey, Willa Holland

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The Flash!

Isso mesmo, como nos HQs, excelentíssimo Flash vai aparecer na série! A escolha já foi feita e quem viverá o super-herói da DC na 2ª temporada de Arrow será Grant Gustin, que fez participações recorrentes na série Glee.

Grant Gustin será Barry Allen, que nas HQs se torna o herói Flash. Assim como os outros personagens da DC que aparecem em Arrow, Flash terá sua origem adaptada à série da CW. Em Arrow, Barry será um investigador assistente da polícia forense de Central City, que vai a Starling City investigar uma série de assaltos não resolvidos que podem ter uma conexão com uma tragédia do seu passado.

O Flash, herói que possui a habilidade da super-velocidade, aparecerá em três episódios da 2ª temporada – episódios 8, 9 e 20 – sendo o terceiro uma espécie de “episódio piloto camuflado” para um possível spin-off de Arrow.

A 2ª temporada de Arrow estreia dia 9 de outubro, nos EUA.

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Você já assistiu? O que achou? Refugie-se no nosso bunker e nos conte mais!

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@SamuelMassotti

“For in dreams we enter a world that is entirely our own. Let them swim in the deepest ocean or glide over the highest cloud.” Um nerd fissurado em tecnologia, um geek declarado. Analista de Sistemas e Programador, que mudou sua forma de ver o mundo, agora um novo blogueiro, with proud. Bazinga Nerds!

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