Com toda a confusão que deu em cima da propaganda do boticário, a transexual crucificada na parada gay, a confirmação de que Arlequina e Hera venenosa são namoradas, decidi ler uma HQ que há muito tempo estava me enrolando: Azul é a cor mais quente (Le bleu est une couleur).

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Azul é a cor mais quente, como a sinopse diz, é uma história delicada e sensível. Ela mostra as dificuldades, tanto das pessoas ao redor da personagem principal, quanto as que a própria passa para assumir sua sexualidade.

A obra foi publicada em março de 2010 e escrita por Julie Maroh. A história começa quando Emma lê os diários deixados por Clémentine. Lá, existe toda a jornada em que ela enfrenta o ambiente hostil e preconceituoso em que vive (e seus próprios preconceitos).

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Um dos aspectos interessantes (pelo menos pra mim), é que a única cor que aparece na HQ é o azul, e nas primeiras páginas já explica o motivo do título. A história a bonita e triste.

O filme, lançado em 2013, ganhou a palma de ouro no festival de Cannnes. Assim como a HQ de Azul é a cor mais quente, o filme é francês.

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Em minha opinião, a HQ é melhor. O filme é bom e merece todo o prestigio que teve, mas a HQ é melhor porque é mais envolvente. A leitura é fácil e dá pra ler em uma sentada (agora eu posso dizer que me arrependo de não ter lido antes).

Essa história de amor é tão bonita quanto às outras e merece ser lida. Azul é a cor mais quente se aproxima muito da situação de muitas pessoas. Talvez por isso tenha feito tanto sucesso e emocionado tanta gente. Fica a dica! 😉

 

Por Ana Oliveira

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