Barao head

Se você estava esperando por um post contando a história da banda do Frejat, vai ficar um pouco decepcionado. O Barão aqui em questão é Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, nascido na cidade de Breslau em 1882, foi um piloto alemão que virou lenda durante a Primeira Guerra Mundial e até hoje é conhecido com o “ás dos ases” na aviação. Não foi a toa que o Barão Vermelho virou símbolo de heroísmo para os alemães, causou temor e admiração nos inimigos.

foo rosto baraoDescendente dos famosos (not so much) Junkers da Prússia Oriental, aos 10 anos de idade o pequeno barãozinho seguiu o costume de muitos outros filhos da nobreza da época e ingressou no corpo de cadetes imperiais. Aos 22 anos, no eclodir na Grande Guerra, Manfred foi enviado para lutar no fronte russo como oficial da cavalaria alemã.

No começo da guerra, os primeiros pilotos da força aérea alemã eram todos filhos da nobreza. Não demorou muito para que Richthofen seguisse essa tendência e percebesse que a guerra de trincheiras, ao lado de plebeus, desconhecidos, ratos e piolhos, não fazia o seu estilo. Além do mais, devido ao avanço tecnológico bélico, o único lugar que sobrara para uma boa luta entre cavalheiros era o céu, pois ali ele morreria a vista de todos tal como um herói de guerra. Esse pensamento era comum entre todos os jovens nobres da Áustria, Grã-Bretanha, Itália e França, que ainda temiam morrer como anônimos vitimados pela Tifo (doença transmitida por piolhos) que dizimava os exércitos das trincheiras.

combate aereoplmlarge01Manfred von Richthofen aprendeu a pilotar, com um estilo agressivo, e teve a primeira vitória na França. Logo, em 1916 ele já colecionava 18 vitórias sobre aviões franceses e ingleses, que lhe garantiram o posto de capitão da esquadra e uma medalha de Honra ao Mérito, Pour le Mérite, a mais importante condecoração do exercito alemão.

Barão-Vermelho-batalhaAinda em 1916, ele venceu Laone Hawker que era o ícone da aviação britânica. Isto aconteceu quando o Barão ainda voava num Albatroz D.II e após a batalha ele foi convencido de que precisava de um avião com mais “manobrabilidade”, mesmo que a consequência fosse uma perda na velocidade. Foi então que Manfred começou a usar o triplano Fokker Dr. I, pintado de vermelho para provocar os inimigos, ao qual ficou mais associado. Era um pequeno avião praticamente impossível de ser colocado sobre mira quando estava em manobra.

Foi então que em 1917, com 25 anos, o Barão Vermelho lançou um livro contando a sua própria carreira. Com uma escrita arrogante e mais de 250 mil cópias vendidas, a obra ajudou a formar uma imagem do mito como grande herói da guerra. No livro, o Barão deixou bem claro em suas palavras que sentia prazer em matar e liquidar um inimigo.

AviaoManfred era muito supersticioso e nunca saia em uma missão sem receber um beijo por alguém querido. Com esse habito, o piloto chegou a 80 vitórias em combates aéreos ao longo da guerra. Aos poucos foi virando conhecido e temido por seus inimigos, e assim ganhou um diferente nome para cada país, como: der rote Kampfflieger (guerreiro-voador vermelho) pelos alemães, Petit Rouge (pequeno vermelho) e Le Diable Rouge (diabo vermelho) pelos franceses, e Red Knight (Cavaleiro Vermelho) e Red Baron (Barão Vermelho) pelos ingleses.

Em abril de 1918, aos 25 anos, quando a guerra já estava praticamente vencida pelos aliados, o Barão foi fominha e quebrou a própria regra ao perseguir, sem apoio de um segundo piloto, um avião que se refugiava em seu próprio território, enquanto se retirava para o interior das linhas aliadas no vale do Somme (local onde Tolkienlutou pelos aliados e Hitler pelo eixo). Logo, Manfred se viu vulnerável, sendo atacado pelas costas pelo piloto canadense Roy Brown e do solo pela infantaria australiana que disparava com suas metralhadoras na direção do avião vermelho.

Até hoje não se pode dizer ao certo que foi o responsável pelo tiro fatal, que atingiu o lado direito do peito na altura da nona costela do lendário piloto.

tumuloMesmo sendo alemão, foi profundamente admirado e respeitado por seus adversários, tanto que o corpo encontrado em meio aos destroços de seu avião foi sepultado pelos aliados e recebeu todas as honrarias militares como reconhecimento de um adversário valente. Mais tarde, o corpo foi exumado e voltou para a Alemanha, sendo sepultado em Berlin novamente com honras militares dignas de um herói.

Ao longo da guerra, o Barão Vermelho conquistou 80 vitórias em duelos aéreos graças a sua agressividade. Como ele mesmo dizia: “Se eu sair vivo desta guerra é porque eu tive mais sorte do que cérebro”. Hoje seu nome ainda continua vivo em esquadras, quarteis, praças, ruas e até uma banda graças aos seus feitos.

 

Curiosidades:

A companhia aérea Lufthansa durante muito tempo aproveitou a popularidade do Barão Vermelho em suas campanhas publicitárias no mercado norte-americano.

Suzane Von Richthofen, nossa psiconacional, é sobrinha neta do lendário Barão Vermelho.

Um dos personagens do desenho “Corrida Maluca” era inspirado no barão.

Corrida maluca

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