Salve, salve nerdaiada! Nós aqui do BunkerNerd já nos manifestamos algumas vezes sobre o quanto somos contra o bullying. Algumas pessoas podem achar que isso é modinha ou que alguns adolescentes reclamam demais e a vida é assim mesmo… Bom, newsflash para os que pensam assim porque bullying é coisa séria e tem um “primo” que está dando muito trabalho também, o cyberbullying.

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Pra quem não sabe, o bullying se caracteriza como situações que envolvem agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

“É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz.

cyberbullying tem gerado uma nova preocupação, principalmente entre os adolescentes. Agora, mesmo em casa, na suposta segurança do lar, adolescentes de todo o mundo sofrem insultos expostos través da internet.

Pais, professores, educadores, sociólogos e psicólogos estão tentando lidar com esse novo inimigo da vizinhança, mas as iniciativas contra o cyberbullying ainda se restringem ao bloqueio de conteúdos (o que não resolve o porr# nenhuma!).

No Brasil, já existem várias novas leis contra os Crimes Virtuais, mas mesmo essas poucas já existentes não conseguem cobrir a abrangência dessa má atitude (sim, se você pratica bullying, você é mau e ponto!), que já prejudica muitos jovens ao redor do mundo.

Dito isso, eu pergunto: você já ouviu falar as vezes a melhor solução é a mais simples?

Foi pensando nisso que uma estudante norte-americana, chamada Trisha Prabh (de apenas 14 anos), criou o Rethink, uma espécie de anti-vírus contra o cyberbullying.

\o/ — PALMAS! — \o/

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Imagem: © Fox

O projeto de Trisha usa a psicologia para tentar contornar as situações criadas pelo cyberbullying. O programa não bloqueia as mensagens, mas sim evita que sejam postadas.

Sabendo que a área do cérebro responsável pela tomada de decisões só completa sua formação quando a pessoa atinge 25 anos, Trisha criou um programa que questiona a postagem em questão antes que o adolescente publique qualquer tipo de conteúdo na web:

“Esta mensagem pode ser ofensiva. Você gostaria de revisar e repensar antes de postar?”.

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Imagem: © Fox

Por mais simples que pareça, essa pergunta conseguiu reduzir em 93% a quantidade de mensagens ofensivas enviadas. Ok, ok, isso considerando apenas os colegas da escola de Trisha, MAS… O próximo passo da garota agora, é viabilizar o software! Trisha quer que o Rethink seja implementado em redes sociais e sites.

Trisha mora em Naperville, em Illinois, EUA. Ela sonha em trabalhar com neurociência e, na minha opinião, já está no caminho certo! O Rethink foi um dos 15 projetos escolhidos pela Feira de Ciências do Google.

Nós, do BunkerNerd, apoiamos esse tipo de atitude! <o
E tenho dito!

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Daniel Keller

"Far over the misty mountains cold, to dungeons deep and caverns old. We must away ere break of day, to seek the pale enchanted gold…" Sobrevivente e acumulador de histórias, desbrava o mundo através da imaginação e da criatividade. Designer por escolha e redator por sorte do destino, busca a vida perfeita. Longa vida à Nação Nerd!