E aí ,nerds! Trago para vocês a resenha de um livro que me surpreendeu: Cemitérios de Dragões – Legado Ranger, de Raphael Draccon!

bunkernerd_cemiterio dos dragoes-legado reanger_livroSinopse
Um fenômeno desconhecido faz cinco pessoas, todas sem qualquer conexão, acordarem em diferentes regiões de uma outra realidade. Uma terra devastada por um império de reptilianos e assolada pela escravidão.

Os cinco personagens iniciam uma jornada em busca de respostas para conseguirem sobreviver em meio a uma guerra . Esse conflito, envolve criaturas fantásticas e demônios dispostos a invocar perigosos seres abissais para servir a seus propósitos. Porém, uma entidade pretende conectar o destino dos cinco humanos e armá-los com uma tecnologia construída à base de metal-vivo, magia e sangue de dragões. Uma tecnologia jamais vista naquela ou em qualquer outra dimensão, capaz de gerar heróis de metal.

Agora que já sabem um pouco da história, vamos falar sobre os personagens!

Personagens
Como descrevi acima, temos cinco seres humanos em outra dimensão. Para não confundi-los irei falar na ordem em que são apresentados.

No primeiro capítulo, somos apresentados a Derek, um soldado de elite do exército americano, desaparecido em uma missão no Afeganistão. Em sua missão, Derek é alvejado e desmaia. Quando acorda, está em uma mina compartilhando uma cela com um casal de olhos puxados, dois homens de pele negra e três humanoides de pele acinzentada com seres reptilianos como guardas.

A segunda personagem a ser apresentada é Ashanti, uma guerrilheira crescida em meio a conflitos étnicos de Ruanda. Ashanti está em uma pequena aldeia chamada Taremu, onde o povo contemplava estrelas e criaturas aladas, além de leões, tigres e ursos. Em seu primeiro capítulo, ela está em um treinamento de seleção para os monges de Taremu, que irão proteger a cidade na Noite da Serpente (apocalipse naquele mundo).

O terceiro personagem (e meu segundo favorito) é Romain, um dublê francês e mestre em Parkour, que sofre um acidente na gravação de uma cena. Ele acorda nu e em plena madrugada de um mundo estranho e com fome. Desesperado, saiu correndo por um matagal que o levou a uma fazenda, onde resolveu invadir o galinheiro e, claro, foi descoberto pela dona da casa. Aprisionado, estava sendo julgado em praça pública acusado de usar magia negra, quando uma figura chamou sua atenção: um jovem asiático, uma característica diferente do povo que vivia naquela aldeia. Romain chamou até que o rapaz respondeu. Aparentemente sem opção, Romain o acusa de ser seu cúmplice no crime. E ai que é introduzido outro personagem.

Daniel (meu favorito), um hacker brasileiro com descendência oriental, acaba sendo preso junto com Romain. Para conseguirem fugir daquela situação, Romain convence que Daniel é um mago e que irá ajudar o povo da aldeia matando o demônio-bruxa que vive na redondeza. Mesmo sendo tão diferentes, eles acabam criando um vínculo de amizade no decorrer da história.

E por último, mas não menos importante, Amber, uma garçonete irlandesa que a noite participa de lutas de MMA clandestinas. Não posso falar sua aparição, porque seria um spoiler.

Personagens e enredo apresentados, vamos para a crítica!

Crítica
Gostaria de dizer que as críticas são pequenas, ou seja, nada que o impedirá de ler. Em muitos momentos, acontecem diálogos entre os personagens nas piores situações possíveis. Eu, sinceramente, fiquei: “Meu irmão! Para de falar sobre amor! Vocês vão morrer se ficarem conversando aí!”. Claro que esses diálogos são completamente compreensível para o desenvolvimento dos personagens, porém tem hora que o sensor de perigo deles parece estar desativado.

Cada personagem traz uma personalidade clichê de filmes de aventura. Derek é o soldado que parece ter feito algo ruim e está sempre tentando ser o herói. Ashanti e Amber dividem quase a mesma personalidade, pois ambas são mulheres fortes e cabreiras, mas que escondem uma parte sentimental dentro de si (e quase a mesma motivação). Romain é o alivio cômico do livro, junto com Daniel (aliás, muito bem explorado pelo autor, já que ambos têm gostos tão diferentes, que criam diálogos e provocações cômicas e cheias de referências).

Falando nisso. Raphael Draccon não poupou referências ao escrever esse livro. Para aqueles que não conhecem o autor, Raphael é um nerd de “carteirinha assinada”. Sua trilogia Dragões de Éter é uma referência e homenagem ao saudoso desenho Caverna do Dragão. E Cemitérios de Dragões – Legado Ranger não é diferente! Já no título, temos duas referências: a Caverna do Dragão e Power Rangers (falarei disso daqui a pouco). No decorrer do livro, existem outras referências às séries, filmes, jogo e desenhos. Por exemplo, Romain descreve um personagem chamado Booba como: “um traficante mexicano de meta-anfetamina” (manjadores manjarão). Além de um personagem ser chamado de Strider (talvez uma referência ao ninja Strider, do jogo de mesmo nome lançado em 1989 e recém-remasterizado). Existem outros que eu encontrei e tenho certeza que teve alguns que passaram despercebidos.

bunkernerd_cemiterio dos dragoes-legado reanger

Devo admitir que quando li a sinopse do livro falando que era algo parecido com Power Rangers, exerci meu preconceito sobre o livro, mas quando conheci os outros trabalhos do autor decidi dar uma chance.

Tudo no livro é muito bem descrito! A ambientação é uma das mais coisas mais incríveis que já imaginei! Florestas luminosas, cinzentas, pântanos, covis… além da descrição! Existe uma boa explicação para tudo, até explicações científica do porque da floresta brilhar. As batalhas são emocionantes e sangrentas, mas alguns golpes são inimagináveis, o que me fez lembrar bastante das antigas séries Tokusatsu. Os monstros são répteis humanoides e dracônicos. Eu automaticamente assinalei eles aos minions do Power Rangers.

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–Quem lembra? —

Cemitérios de Dragões – Legado Ranger é uma grande homenagem às séries Tokusatsu, como Jaspion, Ultraman, Jiraya, entre outros. A cada página que lia, um clipe passava pela minha cabeça, lembrando os episódios dessas séries. No final do livro, fiquei esperando ansiosamente por um Megazord ou até o Satan Goss.

Eu recomendo esse livro para todos aqueles que eram, ou são, fãs de Tokusatsu, pois é uma leitura completamente nostálgica. E também recomendo para aqueles que não conheceram essas referências durante a infância, pois é uma experiência de fantasia diferente que estamos acostumados.

 

Leiam o primeiro capítulo do livro aqui!

 

Por B. Santos

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