E aí refugiados !!! Eu sei que as últimas matérias tem sido análises de jogos, mas é que a quantidade de games bons que lançaram recentemente tem tomado muito da minha atenção, prometo que as próximas matérias serão diferentes. Mas por enquanto vamos para mais uma análise.
Se os fãs de Diablo estão acostumados a enfrentar todo tipo de monstros e demônios, desta vez o inimigo é diferente.–Parece que Tropa de Elite vai processar alguém.– Maltael, o Arcanjo caído da Sabedoria, foi diretamente afetado pelos eventos ao fim de Diablo II: Lord of Destruction. Após desaparecer por 20 anos, ele retorna como o Anjo da Morte, vilão de Diablo III Reaper of Souls. A primeira expansão de Diablo III segue o modelo habitual da série, adicionando um Ato V à história, um novo modo, uma nova classe, o Crusader, e algumas alterações às habilidades passivas e ativas das diversas classes já existentes. E claro, coincidindo com o lançamento da expansão o encerramento definitivo do infame Auction House. Diablo III Reaper of Souls

Começando Mais um Ato

Logo no começo do game, o jogador testemunha uma das visões mais desesperadoras da franquia. A cidade de Westmarch, completamente devastada por Maltael, para mostrar como o novo inimigo pode ser ameaçador. Ao contrário dos cenários gerais e cavernas, que são gerados aleatoriamente, as cidades de Diablo costumam ter um mapa fixo. Westmarch, não. Desta vez, a Blizzard experimentou usar uma cidade com geração randômica. A tentativa deu muito certo e ajuda a reforçar o clima de suspense. O jogador não tem como imaginar que surpresas as forças do Ceifador de Almas guardaram para a próxima encruzilhada. É possível encontrar até uma casa cujo dono decidiu apoiar o Arcanjo, esperando sobreviver se o lado dele sair vencedor. Não sendo um Ato muito comprido, grande parte do peso de inovação do jogo recai sobre o novo modo, Adventure, que imprime uma espécie de mundo aberto a Diablo III, onde temos de responder a missões que envolvem desde matar dada criatura, ou x número de monstros num certo mapa. Este sistema acaba por trazer uma nova abordagem ao jogo e às interações entre jogadores, criando novas possibilidades de recompensas e de itens cada vez mais poderosos. Em Westmarch, a Blizzard incluiu também uma nova vendedora. Ela é uma Mística, capaz de personalizar os equipamentos dos aventureiros. Com ela, é possível alterar propriedades mágicas dos itens. Também há uma opção que não altera a jogabilidade, mas pode agradar ao jogador, a opção que equipamentos agora podem ter sua aparência alterada para funções estéticas.–Será que esse capacete combina com minha armadura ???– Diablo III Reaper of Souls

Novidades e Melhorias

A nova classe, Crusader, traz uma vertente aberta à construção do personagem, desde a possibilidade de optarmos por desenvolvê-lo enquanto tanque ou como fonte de dano. Com espada ou mangual, este aventureiro é uma massa de músculos e ferro. Assim como os Paladinos de Diablo II, os Crusaders têm grande resistência e podem usar seu poder para curar os aliados. No entanto, a nova classe possui mais habilidades focadas no dano em área. A pilhagem, por sinal, também ganhou ótimos ajustes. Como não temos mais a Casa de Leilões, encontrar itens nos inimigos se tornou novamente a forma primária de “caçar itens”, e a Blizzard trouxe ajustes interessantes para facilitar a vida dos jogadores. Agora há uma frequência maior de itens úteis sendo dropados, seja caindo mais armas compatíveis com sua classe ou de melhor qualidade, acabando com aquela terrível sensação de que você nunca ia achar algo legal nos loots e que o jeito era apelar para a Casa de Leilões. Itens lendários não são mais “tão lendários assim”, e você pode encontrá-los sem tanta dificuldade no mapa. Outra novidade interessante é a mudança da dificuldade do jogo. Esqueça a necessidade de fechar o jogo em diferentes níveis. Agora, o jogo se adapta automaticamente à força do seu personagem, mantendo o desafio constante. Se não achou seus inimigos fortes o bastante, basta abrir o menu e aumentar a dificuldade.–Nunca será Dark Souls !!!– Como faz em vários de seus games, a Blizzard dá importância aos componentes sociais de seu jogo, e está adicionando dois novos recursos, os Clãs e as Comunidades. O primeiro funciona da forma tradicional presente em outros jogos, onde os grupos são formados e você é integrado a um deles. A Comunidade é mais permissiva, e poderá reunir pessoas de acordo com diversos critérios, sendo que, diferente dos Clãs, você pode fazer parte de quantas comunidades quiser. Diablo III Reaper of Souls

Vale a pena ?

Diablo III Reaper of Souls faz apenas o que sugere, amplia Diablo III, pelo qual já pagamos, e além disso, faz correções que, no final das contas, queríamos desde o começo. Poderiam, assim, ter evitado a recepção bastante negativa com o jogo original. Se vale a pena desembolsar R$ 79,90 por ele, são vocês que irão decidir com suas carteiras.
Porém analisando o game em si e com todas as mudanças apresentadas em Reaper of Souls, o Bunker concede ao jogo:

4 Estrelas

Diablo III Reaper of Souls

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ArthurAques

Nerd desde criança e gamer desde sempre. Por mais agitado que o dia possa ser, sempre acha uma brecha para se atualizar com as novidades sobre jogos, filmes, séries e quadrinhos. Criado desde pequeno pelo seu pai para ser um fã incondicional de AC/DC, fica feliz quando seus vizinhos curtem música boa, querendo eles ou não.

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