Salve salve nerdaiada!

Você sabe lidar com suas emoções? Qual a cena mais triste que você lembra? Se você pensou em filmes como E o Vento Levou (esse é pros antigos), Romeu e Julieta, Titanic, a morte da mãe do Bambi ou a do pai do Simba, em O Rei Leão e se acabou de chorar só de lembrar em um desses – ou pelo menos sentiu aquele nós na garganta – enganou-se!

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Os pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), Robert Levenson e James Gross, passaram anos avaliando mais de 250 filmes. Eles levantaram a pergunta: qual a cena mais triste da história do cinema? Depois de selecionar 78 trechos de filmes e colocar cerca de 500 voluntários para assisti-los, a lista foi reduzida para 16 trechos…

Observando as emoções que cada cena causou, eles selecionaram as cenas que eram capazes de estimular emoções específicas (como nojo, raiva e tristeza). O resultado: na hora de fazer o povo se acabar em lágrimas, a escolha mais eficiente foi a cena de 2 minutos e 51 segundos em que o garotinho T.J. (interpretado pelo ator, então ainda mirim na época, Ricky Schroder) chora sobre o corpo do pai morto.

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Pois é! O nome do filme é de O Campeão (1979). O filme conta a história de um ex-boxeador, que havia abandonado a vida de lutador para ser um criador de cavalos. Ao tentar voltar aos ringues, em uma luta decisiva, ele morre na frente do filho de 9 anos…

– Campeão, acorde! Campeão, acorde!

suplica o garotinho, às lágrimas…

 

O filme é estrelado por Jon Voight (o pai da nossa querida e linda Angelina Jolie), na época em que ele ainda era um galã de cinema. Voight fez muitos filmes em sua carreira (E ainda faz! Já foi presidente dos EUA em uma penca de filmes!), mas até hoje é lembrado como o lutador Billy Flynn. Na história, o personagem Billy se vê de repente responsável pelo filho, T.J. e decide voltar aos ringues para poder dar uma vida melhor a ele e seu filho. Para complicar um pouco mais as coisas, sua ex-esposa, Annie, reaparece em suas vidas depois de 7 anos…

É um romance clássico (pensem: 1979)!

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“Eu ainda fico triste quando vejo aquele menino se acabando de chorar”, revela um dos cientistas, James Gross, em uma entrevista à revista do Instituto Smithsonian.

“Ah mais que sacanagem! Pra que escrever sobre algo assim? E porque diabos alguém decidiu descobrir qual a cena mais triste do mundo?” Calma! Vejam: entender nossas emoções e sentimentos é algo muito importante e não deve ser um tabu. O mesmo eu digo sobre os estudos focados em descobrir mais coisas sobre nosso cérebro e onde e porque se originam as emoções.

A humanidade conhece mais o fundo do mar do que o nosso próprio cérebro (e olha que não conhecemos nem 10% do fundo do oceano). É importante que existam pessoas dispostas a investigar e descobrir como a nossa máquina interna funciona. Estudos como esse ajudam a trazer soluções para doenças cerebrais como o Mal de Alzheimer e o Mal de Parkinson, por exemplo. Quanto mais e melhor conhecermos a máquina do ser humano, melhor poderemos viver e menos doentes seremos!

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Eu sempre tive muita dificuldade em demonstrar e lidar com meus sentimentos. Hoje, conhecendo mais e estando dentro do teatro, entendo muito melhor as minhas emoções e sentimentos e me considero muito mais feliz, comigo mesmo e com a vida que tenho. =D

Enfim, feito esse estudo, esse trecho tem sido usado em estudos ao redor do mundo. Acha que aguenta a pressão? xO

Para aqueles que gostam desse tipo de filme ou ficaram curiosos, deem uma procuradinha na internet. Hoje é possível assistir o filme online e existem até versões dubladas. ;^D

The ChampAno: 1979
Duração: 1h57min
Direção: Franco Zeffirelli.
Elenco: Jon Voight, Faye Dunaway, Ricky Schroder, Jack Warden, Joan Blondell, Elisha Cook Jr. e Stefan Gierasch
Gênero: Drama/Esporte
País: EUA

 

Daniel Keller, também chorou.

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Daniel Keller

"Far over the misty mountains cold, to dungeons deep and caverns old. We must away ere break of day, to seek the pale enchanted gold…" Sobrevivente e acumulador de histórias, desbrava o mundo através da imaginação e da criatividade. Designer por escolha e redator por sorte do destino, busca a vida perfeita. Longa vida à Nação Nerd!

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