“Matem o monstro! Matem o monstro!”

Essa frase marca a “vida” de uma das personagens mais antigas e conhecidas do mundo do horror. Um dos monstros mais antigos do cinema e dos romances de terror está ganhando uma nova roupagem. Sim refugiados, o velho Frank tirou os parafusos do pescoço, malhou, pintou a cabeleira e chegou para apavorar o mundo dos imortais!

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O filme I, Frankenstein, com estreia prevista para janeiro de 2014 , soltou seu primeiro trailer na internet. O que sabemos até agora é a sinopse do filme. Frankstein, uma criatura extremamente antiga (algo estilo Highlander), está preso entre uma batalha que envolve dois clãs imortais e que já perdura por séculos.

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Depois de ver o trailer e ver algumas imagens, tive uma boa primeira impressão. Sou fã da franquia de Underworld e, como é o mesmo diretor que está comandando essa readaptação do nosso querido Frank, estou esperando boas coisas desse filme!

Para aqueles que nunca ouviram falar do Frank (Sério! Como assim?!), a história original é beeeem antiga, voltando aos anos de 1816. Influenciada por leituras de histórias de fantasmas alemãs e francesas, Mary Shelley criou a história de Frankenstein na Suíça, numa noite de insônia, no verão de 1816 (curioso que só agora percebi uma possível relação disso com o fato do doutor Frankenstein ter dificuldades com o sono…). Segundo palavras da própria autora, a Sra. Shelley visualizou nessa mesma noite, a cena central de sua história: o jovem cientista, apavorado diante da grotesca criatura que acabara de dar vida. Seu conto começava com a frase: “Era uma noite lúgubre de novembro…”. A primeira edição do romance data de 1818.

Vou tentar não dar muito spoiler (o que é fod#, já que essa história é antiga ‘bracarai), Victor Von Frankenstein, tem origem nobre. Ainda criança, já possuía um gênio forte, e já manifestava sede por conhecimento. Seu primeiro interesse foi a poesia, que depois virou uma obsessão pelas ciências. Ele dedicou-se a aprender “os segredos do céu e da terra”. E isso causou uma mudança radical da sua personalidade e em sua saúde.

Já cursando a universidade, Victor dedicou-se a química, biologia, filosofia natural e anatomia e decide ia além das crenças de sua época, propondo que seria possível criar um ser humano vivo a partir de partes de corpos (presuntos). Victor Ao ser zombado por toda a comunidade científica, Victor decide partir para prática por conta própria e o resultado é essa criaturinha  bonita e simpática!

Frankstein (nessa altura da história, ainda sem nome) é descrito assim pelo seu criador:

Ele é feito de várias partes de corpos diferentes, tinha pele amarela, “quase coberto de músculo e artérias”, cabelo preto, dentes brancos e era muito feio, ele tinha os “lábios enrugados, pretos e largos”.

A criatura, ao ser rejeitada pelo seu criador, busca vingança e também conhecimento para tentar compreender a sua existência. Em meio a isso, muita merd# acontece e muita gente morre!

O último filme de Frankestein que assisti, foi a versão de 1994, com Robert DeNiro como Frankestein. O filme é EXCELENTE (Nem preciso falar da atuação do DeNiro né?!) e é bem fiel a obra de Mary Shelley. Recomendo!

Curiosidades curiosas que causam (ou não) curiosidade:

  • Um suposto significado do nome Frankenstein é “Homem liberto”.
  • O livro “Frankenstein” (ou “Prometeu Moderno”) é de autoria de Mary Shelley. Ela se reuniu com vários amigos, entre eles seu marido, o poeta Percy Bysshe Shelley e Lorde Byron. O objetivo dessa “brincadeira” era que cada um deles escrevesse um conto de horror.
  • Frankenstein teve várias versões cinematográficas. A primeira foi em 1931, com o ator inglês Boris Karloff (1887-1969). Em 1935, foram produzidos “A noiva de Frankenstein” e, quatro anos depois, “O filho de Frankenstein”.

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  • Em 1975, Radu Florescu, professor de História do Leste no Boston College, em Massachusetts (Estados Unidos), revelou que Mary Shelley teria se inspirado no Dr. Konrad Dippel (1673-1734).
  • Dippel era um alquimista alemão que tornou-se famoso inventar por acaso, o ácido cianídrico. Ele tinha duas ideias fixas: fabricar ouro a partir de metais inferiores e dar vida a defuntos. Dippel foi expulso de Estrasburgo, com a acusação de exumar corpos para bizarras experiências anatômicas.

A nova adaptação promete então, vamos ficar de olho!

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Daniel Keller – Jamais tentou brincar de Deus.

 

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