Falaa galera! Mais um post sobre seriados, pois estou procurando novos para assistir, e me deparei com Hannibal. Dizem que “a arte imita a vida”. Sempre que eu ouço essa frase fico pensando se isso realmente é verdade e, se depender de Hannibal, imita muito.

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A recente adaptação da “quadrilogia” Hannibal do cinema para a TV – com críticas à parte, vez que o Lecter de Anthony Hopkins é insuperável – traz a espinha dorsal do seriado mantendo o canibalismo do psiquiatra, destacando sua forma de entrar na mente das pessoas, cheio de más intenções, é claro! Todos  os crimes tem um fundo psicótico, com requintes de sofrimento mental pesado.

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Na nova série da NBC, o “Sr. Claire Danes” interpreta um professor da Academia do FBI – e agente especial -, que sofre as consequências de sua criatividade e brilhantismo em demasia. Will Graham, como se chama o personagem, consegue entrar na mente de um psicopata e imaginar a cena de um crime exatamente como ela aconteceu, com toda a precisão de detalhes, se colocando no lugar do assassino na execução do homicídio (tenso!). Graham é instável e tem dificuldades de se socializar, preferindo não encarar as pessoas diretamente nos olhos, por considerar o ato distrativo.

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Para tentar descobrir a identidade de um novo serial killer – um canibal -que tem tirado o sono do agente superior Jack Crawford (Laurence Fishburne), o FBI busca a ajuda do psiquiatra Dr. Hannibal Lecter, que vê no jovem Graham um discípulo em potencial; embora o agente especial (“especial” em todos os sentidos) sequer imagine que seu mais novo amigo é, também, o criminoso que ele procura.

No primeiro encontro dos dois, Graham ficou irritado ao perceber que Lecter estava traçando seu perfil psicológico. Já na segunda vez que se viram, o agente quis saber o que o psiquiatra pensava dele, aparentemente, sem se dar conta de sua própria mudança de atitude. Essa passagem do enredo foi importante!

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Achei que a história é um tanto forçada, com vários acontecimentos (e deduções por parte do Graham) que são bastante irreais, e que, às vezes, tornam-se até difíceis de compreender; você não sabe se determinada cena é fruto da imaginação do personagem ou se tudo aquilo está, de fato, acontecendo naquele momento.

Já o Mads Mikkelsen me pareceu impecável como o protagonista Hannibal Lecter. Tem a postura e a elegância que seu personagem pedia, reforçadas pelas gesticulações suaves e refinadas.

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Esteticamente, a série também é bonita e se utiliza do slow motion em alguns momentos, técnica sempre charmosa, se usada com bom senso. Outra coisa interessante é que, quando o Graham entra na cena do crime e começa a imaginar como tudo ocorreu, uma luz atravessa a imagem, como se fosse um Raio X, separando a cena real da imaginação do personagem. Mas não são apenas as imagens: os diálogos dos personagens também são cheios de metáforas, que, por vezes, soam desapropriados e até engraçados.

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Curiosidades:

# O criador do psiquiatra assassino foi o escritor e jornalista Thomas Harris, tendo vez originalmente a primeira aparição do personagem no livro de 1981 chamado Dragão Vermelho. 

# O personagem Hannibal Lecter foi inspirado em dois assassinos reais, Albert Fish e Ed Gein.

Assista ao trailer oficial , se depois de tudo que lhe falei, não se interessar, quem sabe com um toque de loucura você se veja assistindo.

 

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@SamuelMassotti

“For in dreams we enter a world that is entirely our own. Let them swim in the deepest ocean or glide over the highest cloud.” Um nerd fissurado em tecnologia, um geek declarado. Analista de Sistemas e Programador, que mudou sua forma de ver o mundo, agora um novo blogueiro, with proud. Bazinga Nerds!

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