As empresas de histórias de quadrinho estão se renovando inserindo personagens gays em suas histórias. O principal argumento é que as grandes empresas devem se habituar às mudanças de cultura da sociedade. Como a homossexualidade esta sendo cada dia mais aceita, os quadrinhos, também devem se adaptar. Mas será que isso é apenas uma manobra para fortalecer o nome de empresa politicamente correta? O público GLBTS se perguntam ate aonde irá este comprometimento.

As HQ’s sempre giraram em torno de um herói defendendo um grupo oprimido. Os homossexuais sempre sentiram isso na pele, o preconceito sempre esteve presente. Agora as grandes empresas querem refletir a diversidade de seus leitores dentro das revistas. Para isso, a indústria das Grafic Novels direciona a atenção para este público e promete abraçá-los com tramas direcionadas cada vez mais complexas.

O fato de haver uma presença gay, com tanta representatividade, em mais uma mídia considerada  main stream, principalmente nos Estados Unidos, é um sinal de que a indústria do entretenimento acredita que este público é visto como um novo nicho a ser explorado. A prova concreta de que existe esta demanda é o grupo Geeks Out, uma comunidade que representa a união da cultura nerd e a homossexualidade. O objetivo da organização é provar que o nerd-gay é duplamente legal e não duplamente oprimido.  O grupo está satisfeito com as mudanças que ocorrem, mas esperam que isto seja apenas o começo.

O primeiro casamento gay foi em janeiro deste ano, feito na revista “Life with Archie”, protagonizada pelo personagem Kevin Keller.  O resultado foi que sete pessoas cancelaram suas assinaturas na revista depois do casamento. Ao mesmo tempo, outros milhares de leitores compraram a revista. O que ajudou foi que Keller não era visto com um personagem símbolo, mas apenas uma parte natural da série.

Em maio deste ano, o Estrela Polar, mutante do X-men, casou-se com Kyle com quem já era parceiro desde 2009. Estimulados pela autorização do casamento gay em Nova York, a Marvel aproveitou para realizar a união do primeiro personagem (mainstream) a assumir a homossexualidade. Mas ainda existe a preocupação de como a união mudaria a relação entre eles.A HQ agora contará desde os perigos da relação com um Super Heroi, até problemas simples entre casais.                                                           .   .                    .                                                                                                                                          Após esta tomada de decisão, a Marvel se planejou para a resistência dos leitores. O que impressionou foi que respostas positivas e o apoio eram predominantes.  A roteirista Marjorie Liu ressalta a importância da publicação com uma mensagem de “Você pode fazer o mesmo”.

Em Junho deste ano, o herói mais famoso a assumir a homossexualidade foi Alan Scott, o Lanterna Verde. Ele é um dos principais componentes de um supergrupo presente em um dos universos da DC. Neste mundo, Super Homem, Mulher Maravilha e Batman estão mortos, fazendo dele, uma personagem de destaque.

A DC já teve personagens gays antes, um exemplo foi Bat Woman, personagem dos anos 50 que foi retrabalhada, em 2007, e apresentada como lésbica. Na época o fato gerou muita polêmica e protestos, principalmente após a personagem ganhar uma revista própria. Em contrapartida, muitas pessoas apoiaram a DC Comics depois da mudança.
Novamente na DC, estão Apolo e Midnighter. Ambos formam um casal e fazem parte do supergrupo “Authority”, uma versão mais violenta da Liga da Justiça. Eles já foram casados em um dos inúmeros universos DC. Comparativamente, eles representariam Super Homem e Batman.

Outro casal gay é Wiccan e Hulkling. Eles fazem parte do grupo “Jovens Vingadores”, criado depois da separação do grupo clássico. Mas provavelmente o caso mais peculiar das HQ’s seja o filho do personagem mais macho de todos. Daken, o filho de Wolverine, também era gay e foi bem explorado pela Marvel.

Depois destes, a coisa começa a ficar um pouco bizarra. Rictor, um mutante do X-men, e Shattestar se apaixonam. O problema é que Shattestar se dizia um alienígena assexuado. Então isso seria homossexualidade? Outro caso peculiar é o do alienígena Mikaal Thomas, que só assumiu o seu lado gay quando chegou a Terra.

É importante falar também de Caio, o primeiro personagem homossexual aqui no Brasil. A diversidade sexual chegou aos quadrinhos nacionais através da Turma da Monica, na 6°edição da revista “Tina”. Aos poucos o personagem deve ganhar mais espaço na trama. Maurício de Souza já havia criado personagens com deficiência visual e cadeirante através de personagens, para mostrar as dificuldades sofridas por estas pessoas.

As revistas devem responder e refletir os avanços do mundo real. Contudo, é claro que as mudanças nas grandes empresas sempre acontecem mais lentamente do que a evolução na cultura. Esta iniciativa por parte da indústria dos quadrinhos mostra a força da comunidade gay e o ponto mais positivo é facilitar que a sociedade aceite a homossexualidade com menos preconceito.

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