Bom dia, refugiados! Hoje, dando continuidade aos postos sobre jogos de horror, vou passar a série da ficção científica Dead Space da Irrational Games e publicado pela EA. Porém, vou falar especificamente sobre o primeiro jogo da série que, a meu ver, é o melhor.

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Dead Space, lançado em Janeiro de 2010, é um jogo do estilo de Survival Horror que se passa no espaço e tem como estilo o “Third-person Shooter”.

Após perder contato com a nave de mineração USG Ishimura, o engenheiro Isaac Clarke é enviado para uma missão de rotina para reparar os comunicadores da nave.  Porém, Isaac está também em uma missão pessoal, pois recebeu uma mensagem enigmática de uma tripulante da Ishimura, Nicole que faz parte da equipe médica, e quer entender o sentido daquelas palavras. Ao se aproximar da nave, a missão percebe que a nave parece “abandonada” e desce para investigar, e aí que tudo começa.

O jogo retoma o estilo já explorado por Alien: O Oitavo Passageiro, de 1979, o que me fez fazer diversas comparações do jogo com o filme. A atmosfera que o jogo gera é ótima. Como em Alien, você está “preso” em uma nave espacial com aliens nada amigáveis. A sensação claustrofóbica que o filme passa, Dead Space reproduz com maestria. Toda a angústia e medo gerado por se estar em um lugar fechado com criaturas assassinas, o jogo consegue fazer você sentir.

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Algo interessante no jogo são as armas e roupas que Isaac usa. Por não se tratar de uma missão militar, não existem “armas” na Ishimura. Tudo que será usado serão equipamentos de mineração, como serras, brocas, perfuradoras de plasma, entre outros. Tais “armas” são o que dão um toque especial para o jogo, pois não basta atirar em seus inimigos para matá-los, é necessário arrancar seus membros.

Os primeiros 10 minutos de jogo já conseguem te mostrar exatamente o que você irá enfrentar durante sua estadia na Ishimura. Mas se você não está convencido, por se tratar de um “horror espacial”, assista ao vídeo abaixo com os primeiros minutos do jogo:

Falando sobre a parte técnica, eu considero o jogo praticamente impecável.

Quanto aos gráficos, eles são sensacionais. Os detalhes que você pode perceber da Ishimura, o design dos personagens e dos Necromorphs (criaturas que você vai encontrar), as armas, os efeitos, todos merecem uma nota 10. Lembrem-se sempre do ano que o jogo foi lançado. Não queiram fazer comparações com as próprias sequências da série, porque os gráficos do original serão, obviamente, inferiores.

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A jogabilidade é algo que é inovadora. Em Dead Space, você não terá menus e displays tradicionais. A sua vida, pode ser vista nas costas de Isaac, o menu aparece projetado no ar, entre outras. Essa forma desenvolvida pela Irrational Games consegue transparecer uma imersão ainda maior no jogo.

E, por último, vou falar sobre o que torna o jogo espetacular. Assim como falei no post sobre Amnésia, o som é o elemento chave do jogo. Recomendo, novamente, que se usem fones de ouvido para jogar, pois a experiência é amplificada por esse simples elemento. Mesmo quando andado em corredores vazios da Ishimura, é possível ouvir barulhos do metal estralando, barulhos suspeitos vindo dos dutos de ventilação, gritos que ecoam através da nave. Ou seja, é o elemento que consegue trazer toda a tensão ao redor de Dead Space. Algo que é necessário ressaltar, são as partes em que você se encontra no vácuo, aonde todo som feito fora do traje de Isaac é praticamente inaudível, ao passo que os sons dentro do traje são aumentados, como os gritos de dor, sua respiração e as batidas do coração.

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Juntando todos esses elementos, Dead Space é um jogo que merece ser jogado. A história não é o ápice da inovação no que se toca a horrores espaciais, mas ainda assim consegue ser boa, porém, é no conjunto que o jogo é ótimo, não é a toa que os reviews especializados lhe deram notas altíssimas.

Já foram lançados duas continuações para a série, mas ao meu ver, como Horror Game, o primeiro Dead Space é insuperável.

Fica a dica de jogos de horror e amanhã tem mais.

Por Gustavo Santos

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