Boa tarde, refugiados. Primeiramente, peço desculpas pela demora para continuar a postar a série “Horror Games”, mas alguns compromissos me impediram de fazê-lo nos últimos dias. Mas para felicidade (ou não) de vocês, vou terminar a série de posts ao longo dos próximos dias.

Silent Hill

Hoje, vou falar da série Silent Hill, em especial dos dois primeiros jogos, sendo o primeiro lançado exclusivamente para o Playstation “Um” no primeiro semestre de 1999 e o segundo lançado para Playstation 2, Xbox e PC em 2001.

Silent Hill Para quem não conhece e nunca ouviu falar, Silent Hill é uma série de terror que tem como “personagem” principal a cidade que tem o nome do jogo, Silent Hill (Colina Silenciosa). A pequena e pacata cidade reproduz o clichê dos filmes de terror, ela é assolada por um mal antigo e demoníaco. A série Silent Hill, hoje, conta com 9 jogos, 2 filmes e mais alguns livros. Os jogos são Silent Hill, Silent Hill 2, Silent Hill 3, Silent Hill 4: The Room, Silent Hill: Origins, Silent Hill: Homecoming, Silent Hill: Shattered Memories, Silent Hill: Downpour e Silent Hill: Book of Memories. Os jogos não seguem um ordem cronológica exata.

 

Silent Hill

 

Passando um pouco mais para a cidade, Silent Hill, uma cidade eternamente coberta por uma densa névoa, é localizada entre montanhas e lagos, no que um dia foi um recanto sagrado em que os índios conduziam rituais. Durante a colonização americana, a cidade foi colonizada e povoada como uma colônia de prisão. Em virtude disso, o local que um dia fora sagrado, teve sua energia aumentada e distorcida por causa das inúmeras mortes e coisas negativas que ali aconteceram. A partir daí, inúmeras coisas bizarras aconteceram com a cidade, como o desaparecimento de pessoas, o incêndio da mina de carvão, que matou várias pessoas, as bizarras mortes do prefeito e de todos seus assessores, entre outras.

Silent Hill

Algo que você prontamente descobre, seja nos jogos, seja nos filmes, é que existem, pelo menos, duas Silent Hills. A “normal” é habitada por criaturas maléficas e está sempre tomada pela névoa, ao passo que, ao soar de uma sirene, a cidade é consumida pelas sombras e então passamos ao chamado “Otherworld”, uma realidade bizarra, onde a cidade parece apodrecer, criaturas ainda mais bizarras existem e as leis da física não se aplicam. Com influências da parapsicologia, em Silent Hill toda a bizarrice e deturpação da realidade tem correlação com o psicológico dos personagens da série.

O clima de terror, tendente constantemente ao bizarro e grotesco, usa muito do chamado terror psicológico. Diferentemente da grande parte dos jogos de survival horror, Silent Hill praticamente não lhe dá sustos. O terror fica por conta do cenário e dos sons, uma ambientação que gera um medo e uma tensão constantes. Um elemento marcante e que é essencial para gerar essa tensão é a limitação da sua visibilidade, seja pela névoa ou pela ausência de uma boa fonte de luz.

Silent Hill

Um passagem marcante para mim durante o primeiro jogo e que ilustra isso que acabei de citar é a parte da escola, em que você está totalmente no escuro, possui apenas uma lanterna para iluminar o local e constantemente você ouve voz de crianças pelo local que, em tese, está abandonado. Para aqueles que ainda não sabem, nada consegue me dar mais medo no gênero “terror” do que crianças, ou seja, eu achava essa parte assustadora.

Os jogos, no geral, remontam o clássico dos Survival Horrors: você controla um personagem em um ambiente hostil que fará de tudo para sobreviver. Para fazê-lo, você deverá matar diversas criaturas bizarras e solucionar vários quebra-cabeças.

No primeiro Silent Hill, você joga com Harry Mason, que chega à Silent Hill durante uma viagem de férias com sua filha adotiva Cheryl. Próximo à cidade, Harry vê uma menina no meio da estrada, e ao tentar evitar que fosse atropelada, acaba batendo o carro e desmaia. Ao acordar, Cheryl está desaparecida e saindo a sua procura, Harry se dirige até a cidade. Na cidade, logo descobre que a menina que viu na estrada é um demônio que quer trazer a escuridão de volta e que se o fizer, Cheryl irá morrer. Então, Harry na esperança de salvar sua filha, começa a vagar pela macabra cidade.

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O jogo foi um sucesso de vendas e de críticas, com um Metacritic de 86/100. Hoje, figura entre os 15 melhores jogos de Playstation “Um”.

Silent Hill 2 não veio como uma continuação direta de Silent Hill, o jogo explorou uma outra parte da cidade e desenvolveu um pouco mais o background do local. Neste jogo, você controla James Sunderland que decide se dirigir para Silent Hill após receber uma carta de sua esposa, que havia morrido há três anos, dizendo que ela estava esperando ele no local especial deles naquela cidade, que era onde eles costumeiramente passavam suas férias. Ao chegar lá, ele logo percebe que a Silent Hill que ele conhecia não mais existia. Agora coberta por uma densa névoa e parecendo ter sido completamente abandonada há anos, a cidade havia sido tomada por criaturas bizarras. Porém, movido pela esperança de encontrar sua esposa, James resolve seguir em frente.

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Assim como o primeiro jogo, as críticas foram quase que na sua totalidade favoráveis, alcançando impressionantes 89/100 no Metacritic. Este também figura entre os 50 melhores jogos de Playstation 2. Aqui é onde aparece o “Pyramid Head”, criatura bizarra que se tornou quase que um símbolo da série.

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Uma menção honrável ao primeiro filme produzido, que apesar de notas não tão boas, conseguiu representar de forma bastante fiel o jogo e conseguiu me agradar como filme de terror.

Fica aqui a dica de hoje e até o próximo post!

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