Os adultos estão sempre se chocando com os mais jovens. Todos nós já ouvimos os mais velhos desacreditados na geração posterior, e nós fazemos a mesma coisa, com a geração XYZ (seja lá qual consoante é essa geração). Acontece que, no quesito leitura, a geração Y acabar de ultrapassar a geração anterior.

Hoje em dia é comum vermos cada vez mais pessoas passando horas em redes sociais. Sendo motivo de preocupação para os pais, que acreditam que seus filhos não sejam capazes de ler mais do que 140 caracteres. Mas a Pew Research Center e American Life Project realizaram uma pesquisa, nos EUA, para avaliar a importância dos livros, bibliotecas e tecnologia na vida dos jovens leitores. Os resultados foram positivos: 8 em cada 10 entrevistados, com menos de 30 anos, diz ter lido pelo menos um livro no último anos. Em comparação, 7 em 10 americanos adultos dizem ter feito o mesmo.

Com relação aos e-books, o público em geral não os encara como substitutos dos livros de papel, mas sim como complementares. Para eles, o mais importante é ter acesso aos livros de que gostam.

São dados simples, mas de grande importância para a indústria literária, pois esta é a prova de que o público jovem está mais propenso a ler, usar uma biblioteca ou tecnologia para a leitura. O que torna necessárias as ações e alternativas que se adaptem aos novos needs dos consumidores.

É uma pena que o Brasil vá à contramão desta tendência. Em 2007 a média do brasileiro era de 4,7 livros por ano, com uma porcentagem de 36% de entrevistados que gostavam de ler no tempo livre. Já em 2011 a média havia caído para 4.1 livros junto com a porcentagem que foi para 27%. O que mais alarmante é que nesta pesquisa também contam livros didáticos, partes de livros, periódicos e revistas. Ou seja, a média efetiva de livros inteiros deve ser ainda menor em uma população na qual apenas a metade pode ser considerada como leitora.

A situação em nosso país é algo preocupante, mas lá nos Estados Unidos vemos boas notícias que são uma luz no fim do túnel. Aparentemente, pelo menos nos EUA, a geração do “desligue a TV e vá ler um livro” está aos poucos, fazendo isto acontecer.

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