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Olá, Refugiados! Estamos aqui hoje para falar sobre um dos card games mais famosos de todos os tempos e que ano passado completou 20 anos de sua estreia oficial, Magic: The Gathering (MTG ou simplesmente Magic).

Para quem não sabe ou nunca ouviu falar, Magic (como é mais conhecido) foi criado em 1993 e se trata de um jogo de cartas colecionáveis aonde os jogadores constroem seus baralhos a partir das mais de 20.000 cartas disponíveis espalhadas por 80 edições/coleções, sem contar as edições de reimpressão. Geralmente, os baralhos contem 60 cartas, de forma que você pode imaginar a imensa variedade que os baralhos podem possuir.
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O jogo em si se dá na forma de uma disputa na qual o jogador utiliza mágicas, artefatos e criaturas para derrotar o(s) outro(s) jogador(es). De uma forma básica, o objetivo é reduzir o oponente a 0 pontos de vida, sendo que cada jogador inicia a partida, tradicionalmente, com 20. A mecânica gira, essencialmente, em utilizar cartas de terreno para gerar “mana” que é a fonte necessária para que se possa utilizar outras cartas.
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Porém de simplicidade o jogo não tem nada. Acredita-se que hoje, Magic seja o card game com o maior número de cartas e o maior número de regras existente. Por se tratar de um jogo que ganhou um caráter extremamente competitivo visto a quantidade de campeonatos (este é um tópico que ficará para o post de sexta-feira), várias regras acabam sofreram modificações ao longo do tempo e isso demanda que o jogador sempre se adapte as novas regras e cartas.

Mas o jogo não é necessariamente feito para ser jogado de forma competitiva. Grande parte das pessoas que jogam Magic, jogam apenas por diversão e com seus amigos em casa, onde geralmente as regras de campeonato não fazem sentido.
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As edições de cartas do jogo são separadas em blocos e edições básicas. Os blocos são sempre formados por 3 edições. Anualmente são lançadas 4 edições, 3 referentes aos blocos e 1 básica. E aí que entra a questão financeira do jogo (que falaremos em outro post). Mas falemos um pouco sobre os blocos antes.

O interessante de cada um dos blocos é que com eles vem uma temática e uma história por trás. Falando rapidamente sobre os três últimos blocos. O bloco de Innistrad (Innistrad, Dark Ascension e Avacyn Restored) se passa num universo aonde lobisomens, vampiros, espíritos e caçadores vivem em conflito numa terra sombria. Return to Ravnica (Return to Ravnica, Gatecrash e Dragon’s Maze) já tem a temática do plano de Ravnica, uma imensa megalópole que tem seu controle disputado por 10 guildas, cada uma com suas peculiaridades e ideais. E a atual edição, Theros, tem como temática principal a mitologia grega e seus deuses. Mas o que é o mais interessante em relação às temáticas são as novas mecânicas que elas trazem ao jogo, por exemplo uma carta de Deus desta última edição necessita que você possua outras cartas que lhe ofereçam “devoção” para que ele tenha os seus poderes.
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Só no que diz respeito à história por trás das cartas é que temos alguns problemas, pois a história exata nunca é de fácil acesso aos jogadores e só os realmente interessados que acabam se inteirando, a maior parte dos jogadores se atém apenas ao jogo.

Falando um pouco sobre a questão financeira do jogo. Por se tratar de um jogo competitivo e possuir cartas colecionáveis, as cartas de Magic têm valores muito superiores ao de um simples pedaço de papel. Para você comprar um pacote de cartas (chamados de boosters), você gasta, em média, R$ 10,00. Cada booster contém, normalmente, 10 cartas comuns, 3 incomuns, 1 rara (ou mística rara, que vem em 1 a cada 8 boosters) e 1 terreno básico, cartas essas que são aleatórias da edição escolhida. Porém o valor “de mercado” dessas cartas nunca é o mesmo do valor do booster, pois até mesmo as cartas míticas raras podem não possuir valor nenhum se ninguém quiser usá-las em seus baralhos. Tudo se trata de uma questão de oferta e procura. Sem contar que ainda temos as cartas “foil” ou brilhantes que são ainda mais raras.

Na última coleção lançada Nascimento dos Deuses (Born of Gods), existe uma carta mítica rara (Brimaz, Rei de Oreskos) que está custando a bagatela de R$ 135,00! Ou seja, uma pessoa com um pouco de sorte pode abrir um pacote de R$ 10,00 e ganhar uma carta que vale mais de 10 vezes esse valor. No caso da carta foil do Brimaz, o preço pode chegar a R$ 250,00! Porém a carta mais cara do Magic hoje se chama “Black Lotus” e sua edição mais barata pode ser encontrada por míseros U$ 1.200,00 (isso mesmo, MIL E DUZENTOS DÓLARES!).
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Além das cartas físicas, hoje é possível jogar Magic através do Magic Online, aonde você tem que comprar cartas virtuais para poder jogar e tem também os ótimos jogos para PC, Playstation e Xbox, os “Duel of The Planeswalker”, que são lançados uma vez por ano e são uma ótima opção para quem tem curiosidade de experimentar um pouco do jogo.
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Uma nota que acho necessária de se comentar é referente à arte das cartas. A quantidade de imagens de qualidade impressa nas cartas de Magic é absurda. Até mesmo as cartas comuns e mais simples consegue ter artes sensacionais. Mas vou deixar isso para um post especial sobre as imagens mais belas do jogo.
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Hoje vou ficando por aqui, mas se você se interessou um pouco sobre este sensacional jogo, acompanhe as próximas matérias que vão ser lançadas nas próximas duas semanas, nas quais falarei um pouco mais sobre como se joga, como se monta um baralho, sobre os campeonatos, sobre a arte das cartas.

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