Salve, salve, nerdaiada. Às vezes você já se pegou pensando em algo estranho que nunca tinha parado para pensar antes? Enfim, um dia eu estava divagando e acabei com uma pergunta na cabeça: Como que é feito o chiclete, mesmo? Já tinha visto um documentário sobre isso, mas não me lembrava, então fui pesquisar. Conclusão: essa massinha que mascamos é algo bem nojento curioso!

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História rápida
Os antigos gregos já tinham chiclete no tempo deles, mas na época, a goma de mascar (o nome mais “comportadinho” do chiclete) era composta apenas de resina de árvores. Em 1869 um dentista norte-americano decidiu patentear a goma de mascar moderna, mas foi só em 1928 que Walter Dimmer, outro norte-americano, inventou o chiclete como conhecemos hoje. Algumas fontes dizem que o inventor do chiclete foi Thomas Adams, mas enfim… O que importa é que esses dois caras deixaram o chiclete mais gostoso e macio, então vamos saudar os dois! <o

De lá pra cá, a tecnologia trouxe muitas possibilidades ao chiclete, desde novas cores até a troca da base de goma natural por goma sintética (vocês nem imaginam do que é feita essa goma sintética, mas vamos deixar isso pro final).

bunkernerd-nerd-curioso-como-se-faz-chiclete--2Fazendo o chiclete
Vamos lá! A goma-base que dá a consistência ao doce é o principal ingrediente. Em uma grande máquina de misturar, são adicionadas porções de açúcar ou adoçante, xarope de glicose, corantes e aromatizantes (Êta, delícia!!). O açúcar utilizado é tão, mas tão fino, que é parecido com um talco (Sabe aquele açúcar de confeiteiro que vem em cima de alguns doces?) e o xarope de glicose adoça tudo mais ainda e também deixa a goma mais macia e pegajosa.

Toda essa mistura é derretida a 90º C (pra terem um parâmetro, a água ferve a 100º C ), que depois mexida e misturada por aproximadamente 25 minutos.

Depois de toda essa ação, é hora de dar forma ao chiclete. Com gomas mais pesadas e encorpadas, é feito um processo que força a massa por um buraco até que ela saia uniforme e maleável, chamado extrusão. Já aquelas pastilhinhas que você compra na venda da esquina por 70 centavos, viram mantas com várias pastilhas coladas umas às outras.

Se o chiclete tiver recheio líquido (feito de xarope de glicose colorido e aromatizado artificialmente), é nessa fase de extrusão que ele é colocado. Conforme a goma vai saindo, uma máquina injeta o líquido no centro da massa antes de ela sair pelo buraco. É tudo muito rápido!

Depois, é hora de esfriar a bagaça pra poder cortar. O futuro chiclete é deixado em bandejas, em salas de refrigeração, onde fica por até 24 horas a cerca de 15º C, (algumas fábricas optam por encurtar o tempo, deixando o material resfriando em temperaturas em torno de 5º C porque assim o tempo diminui para aproximadamente 15 minutos).

Saindo da geladeira, o chiclete pode finalmente ser cortado em várias formas, desde quadradinhos, até tiras de goma. Aí é embalar e distribuir!

Curiosidades

  • Sabe aqueles chicletes que tem uma casquinha mais dura por fora? Depois de cortadas, as gomas vão para o drageamento e ficam em uma grande panela com pás girando por 6 horas, enquanto um sistema de tubulação vai dosando um xarope de açúcar e amido que depois de seco, forma aquela camada quebradiça e doce (Uhuuul! Cáries!!!! \o/).
  • “Chicle” é o nome do látex extraído do sapotizeiro, uma árvore que dá uma fruta conhecida como “sapoti”.
  • Diz à lenda que mais de 18 milhões de gomas de mascar são vendidas todos os dias no Brasil.
  • O “chicle” virou chiclete quando a marca Adams acrescentou água quente para amaciar a massa.
  • O Brasil é o terceiro maior “chicleteiro” do mundo, com 57 mil toneladas produzidas por ano (em primeiro lugar, como não podia ser diferente, está os EUA, com com 224 mil toneladas por ano, seguido pela China, com 148 mil toneladas).
  • Mascar chiclete de deixa mais interessante. Duvida? Então leia isso aqui!

Surpresa final
Lembra que eu comentei que vocês não tinham ideia do que tinha dentro da goma sintética utilizada atualmente para fazer os chicletes? Pois então, são plásticos e borrachas. Isso mesmo! As gomas de hoje são feitas de uma mistura de elastômeros, resinas e ceras. As formas mais comuns de borrachas são polímeros como: borracha de estireno-butadieno, polietileno acetato de polivinila. Dá-lhe petróleo!!

 

É muito legal ter perguntas na cabeça, mas mais legal ainda é descobrir as respostas! E você, o que prende a sua curiosidade?

Ah! E eu achei um vídeo para vocês verem a nojeira todo o processo (e eu desconfio que o narrador/dublador desse vídeo é o Garcia Júnior. Consegui “ouvir” o He Man falar algumas vezes…).

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Daniel Keller

"Far over the misty mountains cold, to dungeons deep and caverns old. We must away ere break of day, to seek the pale enchanted gold…" Sobrevivente e acumulador de histórias, desbrava o mundo através da imaginação e da criatividade. Designer por escolha e redator por sorte do destino, busca a vida perfeita. Longa vida à Nação Nerd!