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Aqui estou eu novamente para falar de sacanagem! Sim, refugiados! Eu assisti a segunda parte da obra de Lars Von Trier, Ninfomaníaca: Volume II e estou aqui para dizer que o amor não existe. Se você não viu ou não conhece esse filme, dá uma olhadinha aqui antes, para se preparar!

SPOILERalert

Senti falta da música do Rammstein nesse filme, mas isso não diminui a qualidade da obra! =D

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ninfomaniaca_04No segundo filme, vemos Joe ainda deitada na cama de Seligman, continuando a sua história de onde havia parado no filme anterior. Assim como no primeiro filme, ficamos chocados durante boa parte do filme.

Sim, existem várias cenas explícitas. Peitos, bundas e gônadas de vários tamanhos e cores, mas o grande diferencial dessa segunda parte é o aprofundamento psicológico dos personagens.

Joe continua sua história partindo do ponto em que se encontra em uma encruzilhada entre continuar a sua busca por prazer e luxúria ou assumir seu papel maternal. Paralelo a isso, somos expostos ao problema sexual de Joe (além da nifomania). Ela teve seu primeiro orgasmo de forma totalmente espontânea e depois disso, nunca mais conseguiu ter sua sexualidade de volta, perdendo sua sensibilidade… o detalhe é que isso aconteceu quando ela tinha 12 anos de idade! o.O

É nesse ponto que conhecemos K, o cara que devolveu o tesão a Joe.

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Só que esse cara “amigável” emprega algumas técnicas, digamos, excêntricas em suas sessões de reabilitação.

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Joe passa a ser Fido e dedica todas as suas quintas-feiras a noite para as sessões com K. Ao deixar o filho a própria sorte, na noite de Natal, Joe se vê forçada a decidir entre sua luxúria e sua família. Adivinhem o que ela escolheu?

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Depois de perceber que sua busca não a estava deixando mais jovem, Joe é aconselhada a criar uma discípula, uma herdeira. É quando conhecemos P.

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As duas se envolvem e, por algum tempo, Joe desenvolve algum sentimento por P (o que só a perturba ainda mais). O relacionamento logo mostra frutos e a garota se mostra uma excelente aprendiz e até lembra Joe em sua época mais jovem, possuindo atitudes muito semelhantes.

Joe tenta explicar os ensinamentos botânicos de seu pai a P, mostrando as diferentes plantas, árvores e folhas presentes no seu parque favorito. É nesse momento que Joe revela a metáfora que explica o significado de sua vida: ela ainda não achou sua árvore; o que quer dizer que ela ainda não encontrou o seu lugar no mundo. Joe sempre se sentiu deslocada e excluída e por isso jamais conseguiu se adequar a um local ou a uma pessoa. Esse é o drama psicológico da personagem!

Entendem o que quero dizer com aprofundamento psicológico? Nesse filme, cada personagem é tratado de uma forma um pouco mais profunda (olha a piadinha implícita). Joe expõe todo seu drama interno, deixando claro que ela não escolheu ser como é, mas sim que não consegue ser diferente. K representa o lado desconhecido da vida, aquilo que nunca imaginamos ter ou que temos medo de ter. P representa a busca pela eternidade, a ideia de passar seus conhecimentos para alguém e moldar essa pessoa nossa semelhança, de forma que consigamos ficar nesse mundo por mais uma geração.

No fim, vemos que o próprio Seligman, um homem estranho, mas até então pacífico e diferente de todos os outros homens que passaram pela vida de Joe, é na verdade a mesma coisa. Um homem que não consegue resistir a sua libido, mas que fugiu disso durante toda a sua vida, sedendo ao desejo, nesse caso mortal, ao fim da história.

Ninfomaníaca: Volume II é um ótimo filme! Essa segunda parte complementa e muito bem, a anterior, fechando a história e explicando muitas coisas que tinham ficado “truncadas” no primeiro filme. Recomendo para todos os que assistiram a primeira parte, que não deixem de assistir a continuação. E para aqueles que não assistiram, tomem coragem e assistam. Vale muito a pena!

Daniel Keller, aprendeu muito com a ninfomaníaca

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About The Author

Daniel Keller

"Far over the misty mountains cold, to dungeons deep and caverns old. We must away ere break of day, to seek the pale enchanted gold…" Sobrevivente e acumulador de histórias, desbrava o mundo através da imaginação e da criatividade. Designer por escolha e redator por sorte do destino, busca a vida perfeita. Longa vida à Nação Nerd!

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