Fala Refugiados, durante uma semana muito boa de descanso com minha namorada querida, estou de volta! E nesse meio tempo, fui assistir “A menina Que Roubava Livros”. Pois é!

Seu grande trunfo é ser narrado pela própria morte, o que confere à trama um ponto de vista único, incomum.

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Obras literárias de grande apelo popular são sempre mais estudadas pela grande dificuldade numa adaptação cinematográfica, seja tão somente pelo processo de produção – escalação de elenco, direção e equipe técnica -, como expressamente pelos detalhes que compreendem a paixão dos fãs pela literatura do autor. A obra prima de Markus Zusak, A Menina Que Roubava Livros, demorou um bom tempo para ganhar os cinemas, até que, no início de 2013, obteve o aval para sua tão esperada estréia nos cinemas, com comando de Brian Percival – conhecido por seu trabalho na premiada série Downton Abbey. Pois bem.

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Numa releitura bastante dócil, a visão aérea de Percival para “A Menina Que Roubava Livros” é a prova de que o cinema sempre pode se submeter às possibilidades narrativas. Não se prendendo a detalhes que somente cabem à literatura, o diretor faz uma acurada construção da heroína Liesel Meminger – interpretada pela irregular Sophie Nélisse – sempre deixando que seus anseios e inocência sejam expressos naturalmente em seus atos, compreendidos por movimentos de câmera tão delicadamente explorados. Quase um estudo sobre o exercício infantil (curioso e inocente) em meio à hostilidade de uma Alemanha em Guerra. Os problemas de A Menina Que Roubava Livros se aparecem a partir do momento que à lentidão ocorre, onde o comodismo se faz presente. O filme se tornou mais um (melo)drama de guerra, mesmo o ato de “roubar livros” é vazio de significado, já que pouco se explora a motivação das personagens, tampouco a evolução do relacionamento entre elas – a ladra, Liesel, e a proprietária dos livros, Ilsa Hermann.

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A falta de criatividade em algumas cenas confirma-se na previsibilidade do desfecho delas, mesmo para os que não leram o livro. E, apesar de o ritmo ser arrastado, o final é abrupto. Como se, de repente, o diretor se desse conta de que não tinha mais tempo e precisava concluir tudo em menos de 10 minutos. O que, obviamente, acaba deixando o espectador com a impressão de que perdeu um trecho da história.

Felizmente o elenco adiciona alguma credibilidade a “A Menina que Roubava Livros”, principalmente seus coadjuvantes. A energia imposta pela juventude de Sophie Nélisse empolga na maioria de suas sequências. O mesmo pode ser dito de Nico Liersch, intérprete de Rudy, fiel amigo da protagonista. Mas são Geoffrey Rush e Emily Watson que conseguem escapar da obviedade do roteiro e construir personagens mais críveis do que a história contada nas telonas. A narração em off da Morte (realizada por Roger Allam) é fenomenal.

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Resumindo, o filme é cheio de falhas, momentos de dar sono, falta de aprofundamento em momentos críticos e encerramento abrupto, porém, recomendo que assistam o filme, pois minha opinião não vale muito! hahaha

Valeeeu refugiados!

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@SamuelMassotti

“For in dreams we enter a world that is entirely our own. Let them swim in the deepest ocean or glide over the highest cloud.” Um nerd fissurado em tecnologia, um geek declarado. Analista de Sistemas e Programador, que mudou sua forma de ver o mundo, agora um novo blogueiro, with proud. Bazinga Nerds!

2 Responses

  1. Review: A Menina Que Roubava Livros (Filme) | Nerd's House

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