Fala refugiados. Mais uma série, porém, esta série é demais, criada por J.J. Abrams e Eric Kripke (criador de Supernatural).

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Todo ano, uma série assinada por J.J. Abrams é anunciada como novo “Lost”. Foi assim com Alcatraz e The River. Ambas, entretanto, não sobreviveram aos cortes das emissoras americanas.

A última aposta de J.J é uma história pós-apocalíptica que, aparentemente, pode fazer mais do que Alcatraz. Em Revolution, toda a eletricidade do planeta é eliminada misteriosamente e a humanidade, agora, é forçada a viver como no século 19.

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“Toda a nossa vida depende de energia elétrica. Então o que aconteceria se ela simplesmente parasse de funcionar? Bem, um dia, como um interruptor desligado, o mundo estará subitamente de volta a idade das trevas.

Aviões caem do céu, hospitais são desativados, e a comunicação é impossível. E sem nenhuma tecnologia moderna, que pode dizer o por quê de tudo isso? Agora, 15 anos depois, a vida está de volta ao que era antes.

A vida é mais lenta e mais doce. Às margem das comunidades de pequenos agricultores, o perigo espreita. E a vida de uma jovem é drasticamente alterada quando uma milícia local chega e mata seu pai, que misteriosamente – (e sem seu conhecimento)- tinha algo a ver com o apagão. Este encontro brutal define ela e dois companheiros improváveis ​​em uma jornada de amadurecimento e ousadia para encontrar as respostas sobre o passado na esperança de recuperar o futuro”.

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Revolution conta a história de nosso mundo, sofremos um apagão geral, e não é só a TV ou a geladeira que não funcionam, mas TUDO o que é elétrico ou movido a energia: celulares, carros, aviões, etc.

Você pode imaginar como é viver em um mundo assim? Depois de superarem o medo e o pânico, os habitantes voltaram a viver em uma era medieval: cavalos puxam caroças, cada um planta o seu alimento e é preciso caçar. E para piorar tudo os governos caíram e foram substituídos por milícias, saqueadores estão em todos os lugares e nada é seguro, principalmente porque a maior de todas as milícias é a de Sebastian Monroe, um tirano que manda matar inocentes a sangue frio, apenas por não terem pagado os impostos.

Tudo se passa quinze anos após o apagão, mostrando como as pessoas se organizaram em pequenas comunidades e tentam sobreviver a essa situação.

Ninguém sabe como a energia acabou, ou o que causou isso, ou o que pode religá-la, “mas esperamos que alguém apareça e ilumine o caminho”, como é dito na abertura da série.  Uma luz no fim do túnel pode ser Ben Matheson, que sabia que o apagão ia acontecer.  Ele vive em uma comunidade com seus filhos: Charlie e Danny. E já no primeiro episódio um tenente da milícia Monroe, Tom Neville vem procurá-lo alegando que ele sabe algo sobre a energia, e tem razão.

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Opa, PAROU! Sabe quem é Tom Neville? Sim, ele mesmo, Gustavo Fringe de Breaking Bad! O cara é realmente f#daaaaaaaa! Agora voltando ao que interessa.

Ben entrega a seu amigo Aaron Pittman um estranho colar que pode conter a esperança de restabelecer a eletricidade, no entanto após uma confusão Ben é morto (e isso nem pode ser considerado spoiler, pois a história evolui a partir dai), assim Neville leva o filho de Ben, Danny como refém, afinal ele não pode voltar de mãos vazias.

Ao voltar para casa, Charlie encontra seu pai agonizando, e em seus últimos minutos ele a instrui a encontrar seu tio Miles Matheson (Billy Burke), o único que poderá ajudá-la a salvar Danny.  Assim, ela parte com Aaron e Maggie (namorada de Ben) a procura de Miles.

As cenas de ação são de tirar o fôlego, o mistério a cerca da energia e do colar são instigantes. Os episódios têm a dose certa de conversas (os diálogos entre Charlie e Miles são os melhores) e de ação, e em certos momentos a tensão é insuportável, você não sabe o que vai acontecer a seguir ou quem vai morrer.

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Uma coisa muito explorada é o que certas situações provocam em nós, humanos. Como nossa crueldade e perversão afloram quando nos vemos diante de situações desesperadas e de sobrevivência. Como somos capazes de fazer atrocidades para conseguir aquilo que desejamos, tudo em nome da ganância. Mas não há só sentimentos ruins, também há a lealdade entre os amigos e a importância da família e como isso pode te salvar.

Os personagens são incríveis, cada um com sua originalidade, com sua história; todos são relevantes em certos momentos. As cenas são intercaladas com flashbacks do que aconteceu antes ou logo depois do apagão, mostrando a trajetória dos personagens.

Os personagens mais sinistros são Charlie e Miles. Charlie é uma garota de vinte anos que apesar de ser forte não sabe o que a espera nessa viagem de resgate. Ela vai vendo a crueldade a que as pessoas estão expostas, que não se pode confiar em ninguém e acima de tudo: ou você mata ou morre! E apesar de tudo isso ela consegue “aguentar”, mantém o foco, que é salvar o seu irmão por quem ela se acha responsável.

Miles Matheson é o cara! Ele é interpretado por Billy Burke e eu apenas o conhecia como Charlie “o pai da Bella” (Crepúsculo), e fiquei muito impressionada como ele é ótimo ator. Miles é misterioso, e é “bom em matar” como Ben descreve. O cara é incrível com uma espada! Ele é daqueles personagens conflitantes que se é impossível de não amar. Durão, sem escrúpulos e assombrado pelos erros do passado.

Aaron é o típico nerd gordo, que usa óculos. Quando ele aparece com uma camisa do AC/DC no primeiro episódio quase surtei (haha). Antes do apagão ele era um dos empresários do Google, então… da para imaginar como ele é.

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Recomendo muito Revolution, você não vai se arrepender de assistir, não meeeeeesmo!

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