Nossos heróis estavam prontos para partir em busca da cura para a maldição de Edgarjoe, mas mal puseram os pés no solo quente e árido do deserto e foram surpreendidos por uma armadilha mortal. Quincas e Edgarjoe conseguiram salvar a pequena Hellen, mas por qual preço?

CAPÍTULO 10 (opção escolhida: nº 4)

“Como último esforço, Quincas arremessa Hellen para fora do raio do redemoinho de areia. Ao ver seus amigos serem sugados, Hellen se lembra do livro que recebeu de Caliel e ao abri-lo, uma intensa luz brilha e a menina enxerga runas girando em pleno ar.”

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Desesperado e sem muito tempo para pensar, Quincas agarra Hellen pela roupa e a arremessa com toda a delicadeza de um anão. A menina caiu com força na areia. Com certeza ficou com alguns hematomas e sofreu arranhões. Porém estava a salvo, longe do grande vórtice.

Quando tudo acabou e a areia finalmente ficou estática, a criança pode analisar melhor o que havia acontecido. Ao ativar o gatilho, Edgarjoe fez um grande círculo de pedra descer como um elevador, levando os dois anões para o subsolo. Como havia muita areia ao redor, ela escorregou para dentro do buraco, soterrando-os.

Hellen – Vocês estão bem? – gritou a menina olhando para baixo.

Aos poucos a grande pilha de areia no fundo do buraco começou a se mexer. E logo depois, os dois levantaram-se com dificuldades.

Edgarjoe – Tem areia até na minha cueca! Onde viemos parar? – perguntou o guerreiro enquanto olha ao redor.

Quincas olhou para cima e viu que a menina estava bem.

Quincas – Estamos bem!

Edgarjoe – Bem abaixo do solo! E nem tem como escalar isso de volta!

Quincas analisou bem a situação e percebeu que estavam em uma grande sala subterrânea. Realmente não era possível escalar as paredes, uma vez que o túnel ficava no centro do teto e não havia como alcançá-lo.

Quincas – Talvez a gente consiga ativar o elevador para cima, de novo.

Edgarjoe abre a mão e vê que está segurando metade de uma chave feita de pedra.

Edgarjoe – Acho que eu quebrei quando puxei…

Quincas – Há um túnel que segue naquela direção, mas não tenho ideia onde isso pode dar. E também não podemos deixar Hellen sozinha lá em cima. Já é noite e logo vai esfriar!

Hellen – Eu sei me virar! Sou sempre eu quem acende as fogueiras mesmo! Sem contar que o acampamento continua ali!

Quincas – É verdade… até nós teríamos dificuldades em capturar essa criança se quiséssemos. – disse enquanto coçava sua longa barba.

Edgarjoe – Tá bom, nós seguimos por aqui. Quando encontrarmos uma saída voltaremos para buscá-la.

Hellen – Esperem! Eu tenho uma coisa que pode ajudar! – gritou a menina enquanto tirava o livro de Caliel de dentro do saquinho mágico.

Edgarjoe – Eu não vou ler aqui em baixo! Pensei que fosse uma escada!

A criança ignorou o comentário e abriu seu livro em uma página aleatória. Imediatamente uma luz intensa começou a brilhar. Então, diferentes runas douradas começaram a saltar das páginas em branco e flutuaram ao redor de Hellen. Era uma cena linda e ainda mais admirável a noite! A criança estava encantada com tudo o que estava vendo, mas não deixou de tentar entender o funcionamento do livro.

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Hellen – Veja! Elas estão indo aí em baixo! E tem outras na areia! Na grande rocha também!

Edgarjoe – Por que elas não param de girar em torno das coisas?

Quincas – Parece que estão…

Hellen – …estão obtendo informações sobre tudo que está aqui!

Passaram-se alguns minutos e as runas flutuantes começaram a retornar ao livro, uma por uma. A cada runa que retornava, uma página do livro ia sendo automaticamente escrita.

Hellen – Isso é incrível! Tem informações sobre nós três aqui! Também sobre a areia do deserto, as pedras, os animais e também sobre esse buraco aí!

Quincas – E o que diz?

Hellen – Aqui diz que esse lugar é o lar de todo o mal que destruiu Nilgrat!

Edgarjoe – Ah, claro! Minha maldição não era o suficiente. – reclamou o anão enquanto tirava seu elmo para usar como banquinho.

Hellen – Parece que este local foi feito para não ser encontrado. Ele é bem escondido e está cheio de armadilhas! De acordo com o mapa, a saída mais próxima fica naquela direção. – informou a menina apontando.

Edgarjoe – Arranca essa página do mapa e joga aqui em baixo!

Hellen – Está louco? Isso aqui é um item mágico valioso! Apenas escute!

Edgarjoe – Essa menininha pensa que está falando com quem?

Hellen – Se vocês seguirem pela direção correta e sobreviverem, vocês sairão próximos a um oásis. Eu vou esperar vocês dois lá! Isso é o melhor a ser feito, afinal, não consigo fazer água com magias! Então vejo vocês em alguns dias!

Quincas – Espere! – gritou, inutilmente, enquanto a garota se afastava do buraco.

Edgarjoe – Da próxima vez, me jogue para fora e deixa ELA afundar…

Quincas – Bem, tudo indica que é naquela direção ali! – confirmou o clérigo apontando para o túnel.

Edgarjoe nem resmungou. Ele já estava percebendo que isso não facilitava as coisas. Então seguiu pelo longo túnel escuro. Uma pessoa comum não conseguiria enxergar nada onde os dois anões estavam. Mas como eram anões, e viveram suas vidas inteiras em minas, já estavam familiarizados com túneis escuros.

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Os dois avançaram com cautela, pois sabiam que havia armadilhas no local. Caminharam por quase uma hora sem distrair-se um único instante. Até que perceberam uma movimentação estranha à frente. Quincas fez sinal para Edgarjoe parar.

Edgarjoe (cochichando) – Tem alguém ali! E está abaixado!

Quincas (cochichando) – Ele está virado para cá. Se pudesse nos ver já teria demonstrado alguma reação.

Os dois observaram por alguns instantes para ter certeza do que se tratava. Ao se aproximar um pouco mais, descobriram que era apenas um humano engatinhando pelo chão empoeirado. Ele apalpava tudo ao seu redor como se procurasse por algo.

Edgarjoe – Er… olá?!

O homem se contraiu rapidamente e deu um grande pulo.

Dain – Aaaah!!! Que susto!!! Er… olá… companheiro?! He-he-he… Se perdeu por aqui também?

Quincas – Mais ou menos. Fomos forçados a nos perder aqui.

Dain – Ohhh! Então vocês não são ladrões!

Edgarjoe – Não! Somos apenas viajantes. E você? Se perdeu por aqui?

Dain – Não! Não! Sei exatamente o que estou fazendo! Ou melhor… sabia… até minha tocha cair e se apagar. Desde então, não a encontrei mais.

Quincas – Bom, se você conhece o lugar, pode nos guiar até a saída?

Dain – É… sim, poderia…

Edgarjoe – E porque não pode?

Dain – Porque também preciso de ajuda! Estou atrás do túmulo de Halaster! Tem muitas jóias lá, mas o que mais me interessa é o cetro dele.

Quincas abaixou-se, pegou a tocha do rapaz e acendeu. Assim, o ladino poderia enxergar a cara intimidadora que o anão estava fazendo. Aparentemente, ele não sabia que saquear túmulos não é algo que agrada nenhum tipo de clérigo.

Quincas – Pois então saiba que já não terá nossa ajuda! Ladrão! Roubar túmulos é uma das piores coisas que alguém pode fazer! Sugiro que nos mostre a saída daqui e vá embora também, caso não queira se juntar aos cadáveres neste túmulo!

Edgarjoe – Calma Quincas. Não se irrite com isso. Temos problemas piores! – Edgarjoe para de falar por uns instantes ao perceber que os papéis se inverteram nos últimos dias. – Bem, sei que me irritei várias vezes, mas se quisermos sair daqui, não podemos machucar o guia…

Quincas olha furiosamente para Edgarjoe.

Quincas – Então vá com ele! Eu vou caminhar até encontrar uma saída ou morrer tentando! – retrucou enquanto virava as costas e caminhava.

Dain – Desculpe. Não me apresentei direito. Sou Dain, O Punhal do Deserto! Entendo que o senhor não queira saquear os túmulos. – Dain olha o anão dos pés a cabeça e percebe o grande símbolo do deus do sol, em sua armadura – Mas percebo que a luz do seu senhor não chega aqui em baixo. Acredito que ele não pode te ajudar nessa situação. Talvez, se você confiasse em mim, eu poderia…

Quincas apenas para da andar, e vira-se lentamente. Dain parou de falar no exato momento que percebeu que seu argumento não tinha ajudado.

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BÔNUS: ESCOLHA DUPLA!
Olá galera! Geralmente as opções que aparecem aqui, no final de cada capítulo, são inventadas pelo GEN Keller! Assim nem mesmo eu (Castor) sei quais são as opções para a próxima semana até a matéria se divulgada. Porém, dessa vez chegamos a uma situação interessante. O grupo se separou, e duas histórias paralelas acontecerão até que os aventureiros se reencontrem!

E, por isso, hoje vocês vão decidir se:

A – Os próximos capítulos serão narrados em torno dos Anões.
B – Os próximos capítulos serão narrados em torno de Hellen.

E para deixar as coisas mais interessantes, VOCÊS NUNCA SABERÃO O QUE ACONTECEU COM A OPÇÃO QUE SERÁ DESCARTADA! =]

Escolham sabiamente, e até semana que vem, galera!

 

Texto: oficial Lucas Merlin

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