E o pior aconteceu! O grupo separou-se e a criança ficou sozinha! Será que Hellen conseguirá atravessar o deserto sozinha? E os anões? Será que resolverão o enigma dos túneis? Infelizmente vocês só saberão uma das respostas (TROLOLOLOLOLOOO!)!!!

Capítulo 11 (opção escolhida nºB -> Sim! Alternativa B):
— Os próximos capítulos serão narrados em torno de Hellen– 

E para manter a tradição, dê o play:

O acampamento, que já estava montado do outro lado da grande rocha, estava a sua disposição. Porém, a cabana poderia ser facilmente encontrada por ladrões e criaturas do deserto. Só que dessa vez, se algo acontecesse, Hellen não teria dois anões para protegê-la.

Apesar de ter uma mente muito mais avançada do que o comum para meninas com sua idade, ela ainda é uma criança. Suas pernas doíam e Hellen estava exausta por conta da longa caminhada noturna. Com certeza a menina não conseguiria continuar por muito tempo antes de descansar.

Hellen era esperta e sabia em que direção deveria seguir, mas talvez fosse mais prudente escolher um caminho mais seguro, mesmo que demorasse mais alguns dias para chegar ao seu destino. Pensando nisso, escalou a grande rocha que estava ao lado do acampamento e olhou para todas as direções.

No horizonte, ao Norte, era possível  ver as construções mais altas da antiga cidade de Nilgrat. Talvez conseguisse abrigo em uma das casas abandonadas. Porém, teria que andar mais de um dia para chegar lá sozinha. A Oeste havia uma grande placa de madeira que apontava para uma direção diferente da que os anões seguiam. Talvez fosse alguma indicação de um oásis ou de uma cidade habitada. Depois de ponderar as alternativas, Hellen tomou sua decisão: mesmo cansada, deveria se esforçar para encontrar algum lugar seguro.

Porém, antes de começar a descer, ela ouviu barulhos que vinham direto do acampamento montado antes pelos anões. Assim que, cuidadosamente, foi até a borda da pedra e olhou para baixo, um homem encapuzado estava mexendo nos pertences dos anões e parecia procurar por algo. Ele carregava um grande arco nas costas e duas espadas na cintura.

vincent bunker 1

Homem – São anões. Qualquer louco que traz mais cerveja do que água para uma viagem, só pode ser um anão.

O homem falava em voz alta, mas Hellen se perguntava: Com quem? Isso deixou claro que ele não estava sozinho. Ela olhou ao redo, procurando mais pessoas, mas não encontrava. Não podia contar com a sorte. Existiam ainda muitos pontos cegos que estavam próximos a rocha. Ela não sabia quantos inimigos poderia ter que enfrentar.

Homem – Deixaram tudo de qualquer jeito para trás. Devem ter abandonado… vamos dormir aqui!

Essa era a vantagem que Hellen precisava! Bastava esperar que todos dormissem e poderia escapar sem ser notada… e foi exatamente o que decidiu fazer.

Aproximadamente 30 minutos depois, o sol já estava nascendo e Hellen começou a descer tomando todos os devidos cuidados para não fazer barulho ou se machucar. Chegando ao solo, percebeu que a areia amortecia seus passos, permitindo que se movimentasse com rapidez sem chamar atenção. Não podia ir embora antes de verificar o que os ladrões estavam procurando.

A criança se aproximou cuidadosamente de uma das barracas e espiou por uma fresta. Lá dentro estava o homem encapuzado, dormindo profundamente. Junto com ele, suas armas, uma pequena bolsa, um cantil com água e a garrafa onde o mago havia aprisionado as cinzas da criatura que enfrentaram  na casa de Caliel há alguns dias atrás.

Esse último, era um item importante para solucionar o problema de Edgarjoe. Por isso, não poderia ser deixado para trás. No entanto, se o homem misterioso acordasse, as coisas ficariam bem feias para Hellen.

Porém, depois que tudo que enfrentou, a pequena criança não o achava tão ameaçador. Então, com cuidado, entrou na barraca e amarou os pés do homem, um no outro. Logo depois, jogou as flechas para fora da cabana. Assim se acordasse, não poderia correr ou atirar flechas nela, dando tempo o suficiente para sua fuga.

Hellen, abaixou-se e colocou o cantil, o saco de comida e a garrafa em seu saquinho mágico. E então saiu rapidamente, como se já tivesse concluído seu objetivo. Porém, ao sair da barraca, foi descuidada demais. Ela abriu a passagem mais do que deveria e o sol do deserto bateu no rosto do homem, acordando-o.

Homem – Quem está aí? Edgar? Edgar!!! Ladrões!

O encapuzado saiu da barraca e logo caiu de cara na areia, pois não viu que seus pés estavam amarrados. Hellen continuou correndo e gritando em tom de deboche.

Hellen – Valeu pela água! Ladrão que rouba ladrão…

bunker Jaguar

Porém, quando olhou para frente novamente levou um grande susto, caindo para trás. Em sua frente estava um grande jaguar negro. Porém, ele não era nada comum. Mesmo com as quatro patas apoiadas no chão ele era mais alto que um humano adulto!

Hellen travou! Não sabia mais o que fazer. Ela não contava que uma criatura dessas vigiasse o acampamento. Por mais que corresse, jamais conseguiria escapar de um animal. E se o enfrentasse, seria morta com uma única mordida! A fera mostrou seus dentes, mas parecia tranquila. O animal simplesmente aproximou-se e farejou Hellen com seu grande focinho.

Edgar – Vincent! É uma criança! Podem haver adultos por perto!

Hellen – Ele… fala!?

Edgar – Quem?

Vincent –Não a deixe sair daqui. Esse maldito nó não solta! – reclamou o homem tentando desamarrar-se.

Hellen sabia que estava encurralada, então seria melhor conseguir a confiança dos dois.

Hellen – Quanto mais você puxa mais aperta! Você tem que desfazer o nó com delicadeza.

Vincent saca uma faca e corta a corda que o prendia.

Vincent – Bem mais fácil!

Então se levanta e vai em direção a garota.

Vincent – Acho que você pegou umas coisas que são minhas, não é, garotinha?

Hellen – Estou sozinha, precisava conseguir comida e água – replicou enquanto baixava a cabeça e colocava suas mãos para trás.

Vincent – E precisava roubar? Se precisava de algo, era só ter pedido, não é?!

Hellen – Não lembro de você ter pedido para usar nosso acampamento…

hood bunker 1

Vincent ficou em silêncio por um tempo. Ele não esperava que a menina fosse tão esperta. Então retrucou:

Vincent – Nosso? Então tem mais pessoas com você!

Hellen – Bem, tinha… mas…

Vincent – Ok, não vamos ficar neste sol. Entre aqui e me conte o que aconteceu. Não acredito que tenham deixado você para trás assim!

Hellen – Na verdade fui eu quem deixei…

Vincent fez uma cara estranha, mas continuou ouvindo enquanto sentava-se. Edgar ficou apenas com a cabeça para dentro da tenda, prestando atenção na história.

A menina contou sobre todo o trajeto que percorreu com os dois anões, sem omitir nenhum detalhe e sempre interpretando com gestos exagerados e emocionantes. E quando terminou, sentou-se aguardando a reação do homem e do animal.

Vincent – Há muitos túneis pelo deserto. E não são nada seguros… é melhor não irmos atrás deles. Eu posso levá-la até o oásis que combinou de encontrá-los. Se acha mesmo que eles estarão lá!

Hellen – Aqueles dois vão demorar uma era para conseguir sair lá de baixo! São atrapalhados demais! Mas são bem capazes de conseguir!

Vincent – Bem, nem você nem eu paramos para descansar. Vamos dormir e continuaremos conversando enquanto caminhamos. Deixe que Edgar ficará de vigia.

Hellen – Nana-nina-não! Antes quero saber sobre esse tal de Edgar aí! E também sobre esse símbolo no seu peito! Você não é um simples viajante. Inclusive, sua aparência engana muito!

Vincent deu uma pequena risadinha e olhou para Edgar.

 

E agora? O que acontecerá com a pequena Hellen?

 

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