Quincas e Edgarjoe não conseguiram encontrar o mago para solucionar seu problema com a porta misteriosa. Agora o jeito é retornar para a vila e pensar em outra coisa para fazer. Mas espere… o que é aquilo nos arbustos?

Salve, salve, aventureiros. A aventura continua e, seguindo o que vocês escolherem no primeiro capítulo dessa história, Quincas e Edgarjoe continuam sua busca, mas algo nos arbustos chamou sua atenção quando retornavam da mansão do falecido mago Gnaeus Alleius.

Então dê o play…

… e vamos ver o que acontece agora.

Capítulo 2 (opção escolhida: nº 4)

No caminho para a hospedaria, Quincas e Edgarjoe ouvem sons de algo nos arbustos próximos. É uma criança e está sozinha. – adaptamos um pouquinho para ficar mais emocionante! 😉

 

Quincas – Água, rações de viagem, tochas, corda, martelo, anzol, lupa, pergaminhos em branco, pena, tinta, cobertor, luneta, água benta, barbante, toalha, baralho… é, acho que estamos prontos para a viagem!

Edgarjoe – Finalmente! Não vamos usar nem metade das coisas que você pegou! – retruca o anão impaciente e debochado.

Quincas – É melhor prevenir do que remediar. Prefiro carregar coisas que eu não uso, do que precisar e não ter. – responde o amigo, levantando levemente uma das sobrancelhas para fazer o colega lembrar da outra viagem em que isso aconteceu.

Os dois anões pegaram a estrada, discutindo sobre os cuidados que deveriam tomar ao atravessar Saedul, a grande floresta que separa o continente ao meio. Apesar de viverem no subterrâneo, os dois estavam acostumados com florestas. A entrada principal de Fuzoon-Te fica no centro de um grande bosque escuro, que também faz parte do território dos anões.

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Edgarjoe – Por que você olha o tempo todo para esse mapa?

Quincas – Já pensou se a gente se perde e acaba em uma floresta desconhecida? Temos que tomar os devidos cuidados.

Edgarjoe – Nem é tão difícil assim! Basta seguir a trilha naquela direção – aponta o anão a esmo – e pronto, chegamos lá! Além do mais, mesmo se não seguirmos perfeitamente o caminho, basta ir para o norte. Uma hora a floresta acaba. Afinal, você trouxe uma bussola, não?!

Quincas – Trouxe duas! É até melhor você carregar uma delas, caso a gente acabe se separando…

O clérigo retira uma bússola de um de seus bolsos e estica a mão para Edgarjoe. Distraído com o que fazia, Quincas tropeça, dá alguns pulinhos em um pé, só tentando se equilibrar, mas falha miseravelmente e acaba caindo de boca no chão.

Edgarjoe – Hahahahahhahahah Você deveria olhar para frente enquanto anda!

bunkernerd_rpg-a capanha_cap2_quincasQuincas senta com dificuldades por conta de sua pesada armadura, e começa a passar a mão em sua careca, tirando um pouco de terra.

Quincas – Eu estou bem! Estou bem!

Edgarjoe estende a mão para ajudar seu velho amigo e então se agacha para ver o que causou o acidente. Quincas havia tropeçado em uma pequena mala marrom, que, graças a sua cor, acabava se confundindo com o chão de terra da estrada.

Edgarjoe – Mas o que será que tem aí dentro?

Quincas abre a bolsa cuidadosamente e analisa seu interior.

Quincas – Apenas roupas. Algum viajante deve ter deixado cair. Vamos levá-la conosco. Talvez o dono tenha sentido sua falta e esteja voltando para buscá-la.

Edgarjoe – E aquilo ali. Alguém derrubou também?

Mais a frente, na curva a direita (e não era possível enxergar direito, por causa das árvores), aparentemente havia um corpo caído bem no meio do caminho.

Quincas – Ok… isso é definitivamente estranho… é melhor damos uma olhada.

Ao se aproximarem da curva, viram mais meia dúzia de corpos espalhados pelo chão. Todos usavam armaduras e alguns deles aparentemente caíram em armadilhas. Alguns estavam cercando uma carruagem, que estava parcialmente destruída ao lado da estrada. Provavelmente estavam protegendo-a, mas não tiveram sucesso.

bunkernerd_rpg-a capanha_cap2_o ataque

Edgarjoe – Há sinal de combate. Foi um ataque surpresa vindo da floresta. Mas, por quê? E quem? – Edgarjoe toma suas arma nas mãos e olha em todas as direções, procurando alguma pista dos atacantes.

Quincas – Ladrões! Veja! Foram completamente saqueados. Levaram todo o dinheiro e também as armas dos guardas. Roubaram até os cavalos que puxavam a carruagem!

Os dois examinaram o local em busca de mais informações, até que Edgarjoe percebe um detalhe em um arbusto do lado direito da carruagem. Um pedaço de tecido estava preso em um dos galhos e era feito com um tecido especial, geralmente usado para confeccionar vestidos nobres. Além disso, parte dos arbustos estavam amassados e quebrados, formando um caminho.

Edgarjoe – Alguma mulher desceu… e correu para o interior da floresta… pelo jeito ela nem olhou onde pisava. Simplesmente correu atropelando tudo o que viu pela frente. – apontou o anão fazendo o caminho com os dedos indicador e médio, acompanhando o raciocínio também com os olhos.

Quincas – Talvez ela tenha conseguido fugir. Vamos dar uma olhada mais adentro da floresta.

Edgarjoe – Se ela fugiu, ela fugiu. Se não, morreu! Não podemos fazer muito. Vamos seguir viagem!

Quincas – Ela pode estar ferida ou perdida. Não custa nada darmos uma olhada! – responde o anão em tom de reprovação a postura do amigo.

Sem se importar com a resposta e com a opinião de Edgarjoe, Quincas seguiu os rastros cuidadosamente. Edgarjoe não concordou, mas seguiu seu companheiro de viagem, pois sabia que não era uma boa ideia se separar um do outro. Não demorou muito até chegarem a uma pequena caverna.

Edgarjoe – Bom, tudo indica que ela entrou aí. Quer mesmo continuar?

Quincas – Claro! Ainda não sabemos se ela está bem.

Edgarjoe pegou seu martelo e, com a outra mão, segurou o ombro de Quincas, impedindo-o de entrar.

bunkernerd_rpg-a capanha_cap2_a caverna

Edgarjoe – A parte de conversas é contigo, mas esse tipo de serviço é meu. Vou na frente! Até porque eu mesmo consigo dar conta de vários ladrões ao mesmo tem…

Antes que pudesse concluir sua frase, o guerreiro deu seu primeiro passo para dentro da gruta, caindo em uma armadilha improvisada. Edgarjoe pisou em um laço, que se enrolou em sua perna, puxando-o com força para cima, deixando o orgulhoso guerreiro suspenso de cabeça para baixo.

Quincas – Há meu deus! Espere! Não se mexa. – Quincas correu para ajudar o amigo, tentando disfarçar o riso – Quanto mais você balança, mais a corda aperta em seu tornozelo!

Quincas mal teve tempo de se aproximar de seu amigo, quando ouviu um som alto vindo do interior da caverna… uma pedra e atinge sua grande testa.

Quincas – Aaaahhhhh! Isso dói!

Quincas olha para o interior da pequena gruta e vê um vulto se escondendo na escuridão. Sem pensar duas vezes, ele pega sua maça estrela e entra, deixando seu amigo pendurado para trás.

Edgarjoe – Mas o que você está fazendo? Tire-me daqui antes de avançar!!!

Louco para por as mãos em seu inimigo, o clérigo corre o mais rápido que consegue mergulhando na escuridão. Quincas passou maior parte de sua vida em túneis subterrâneos, cavernas e minas, portando estava acostumado com a escuridão e sabia que podia facilmente combater sobre baixa luminosidade.

Porém, distraído com o barulho dos passos do inimigo, o anão acaba pisando em um pedaço de tecido, que revelou um grande buraco. O clérigo cai, batendo fortemente as costas no chão, forçando-o a expelir todo o ar. Fazendo forças para respirar, ele olha para cima, ainda tentando entender o que havia acontecido.

Edgarjoe – Quincas! Quincas? Que barulho foi esse?

O clérigo estava tonto demais para responder. Edgarjoe sabia que tinha que fazer algo antes dos inimigos aparecerem. Ele olhou para baixo e viu seu malho caído no chão. Ele balançou algumas vezes, porém seus braços eram muito curtos para alcançá-lo. Parou e pensou. Pegou sua picareta, que sempre carrega na cintura e ficou inutilmente tentando romper a corda que prendia seu pé esquerdo.

De repente, o anão sentiu algumas pancadas na cabeça e nas costas. Não eram muito fortes, mas eram rápidas e doloridas. Então, uma delas acertou seu nariz, fazendo-o sangrar muito, dificultando sua respiração. Sua visão estava embaçada demais para ver o que estava acontecendo.

Edgarjoe – Quincaaaaaaassss!! Socorro!!! Eles vão me matar!

Ao recuperar-se, o clérigo escuta o pedido de ajuda de seu companheiro. Então começa olhar ao redor. O buraco não era muito profundo e ele era baixinho, mesmo para um anão. Escalar seria difícil e demorado.

bunkernerd_rpg-a capanha_cap2_fundo do poco

Porém, o clérigo estava preparado e trouxe em sua mochila duas picaretas de escalada, que o ajudaram a subir sem dificuldades. Então, rapidamente pegou sua arma, que estava caída no chão e correu para a entrada da caverna o mais rápido que conseguiu. Ele sabia que teria que enfrentar o inimigo sozinho, já que seu companheiro estava imobilizado. Era sem dúvidas uma situação de vida ou morte. Quando percebeu o que os dois estavam se enfrentando, ficou surpreso demais para agir.

Quincas parou e permaneceu completamente imóvel por alguns segundos, tentando assimilar a cena se desenrolava a sua frente. Lá estava seu melhor amigo, pendurado de cabeça para baixo, com o nariz sangrando, implorando por sua vida. E uma menina, de aproximadamente cinco anos de idade, com um vestido azul, com um galho de árvore nas mãos que usava para bater com força na cabeça do guerreiro.

Menina – Morra seu ladrão! Vocês mataram meus guarda costas!

Edgarjoe – Socorro! Quincas! Os mercenários estão aqui, eles vão me matar!

Quincas guardou sua arma e correu segurar a menina descontrolada.

Menina – Me solte seu ladrão! Você vai se ver com meu pai! Ele vai torrar vocês com suas magias!

Naquele instante o clérigo entendeu o que havia acontecido. Guarda costas, carruagem, criança, pai, magias… a menina era filha de Gnaeus Alleius, o mago da cidade que acabaram de visitar. Quincas lembrou-se que Giovani Alleius, o irmão do mago, disse que sua sobrinha se chamava Hellen.

Ao juntar todos os fatos, Quincas tentou dialogar com a criança.

Quincas – Hellen! Hellen!!! Viemos ajudar!

Ao ouvir o próprio nome, a menina parou de espernear e olhou atentamente para o anão.

bunkernerd_rpg-a capanha_cap2_hellen

Quincas – Somos amigos do seu pai!

Edgarjoe finalmente parou de balançar e entendeu o que estava acontecendo.

Edgarjoe – Isso não pode ser verdade… mate-me de uma vez… – disse o bravo guerreiro ao perceber a vergonha que havia passado.

Quincas – Não diga isso Edgarjoe. Deixe eu te tirar daí.

Quincas olha para sua maça estrela, para a picareta e para o martelo do guerreiro. Então percebe que nenhum dos dois trouxe alguma arma cortante para a jornada.

Quincas – Gênios! Não tenho como cortar a corda…

Edgarjoe – Então você quer dizer que traz pincel, papel, sabão, lupa, fita métrica e até um pé de coelho para a viagem, mas é incapaz de trazer uma simples faca de pão??!!

Quincas – Pois é! Eu me esqueci disso! – responde o anão desconcertado enquanto coçava a parte de trás de sua cabeça.

Hellen desfaz o nó na outra ponta da corda, fazendo-a escorregar. Edgarjoe cai e bate a cabeça com força no chão.

Edgarjoe – Aaaaaí!!! Você poderia ter avisado menina!

Quincas analisa o engenhoso sistema de armadilha e depois olha para a criança de apenas cinco anos de idade.

Quincas – Você quem fez tudo isso?

Hellen – Sim! Aprendi com os livros do meu pai.

A menina coloca as mãos na cintura e abre um grande sorriso com orgulho. Os dois anões olham um para o outro com uma cara de surpresa. Nenhum dos dois comentou sobre o que aconteceu, mas acabaram de descobrir que essa viagem vai ser muito pior do que haviam imaginado…

Agora é com vocês, refugiados! Como devemos continuar essa história?

Hellen está sozinha e toda a sua companhia está morta. A menina tem apenas cinco anos, mas parece estar muito a frente de sua idade. Quincas e Edgarjoe se veem em meio a uma história incompleta e misteriosa. Por que raios o mago Gnaeus Alleius fez questão de enviar a filha para o outro lado do continente, sendo que seu irmão, Giovani Alleius, poderia cuidar da criança? Quem foram os atacantes de Hellen e como a menina conseguiu escapar?

O que Quincas, Edgarjoe e a pequena Hellen devem fazer?

1) Os anões levam a pequena Hellen até a vila mais próxima e a deixam aos cuidados da igreja.
2) Hellen desaparece no meio da noite e, ao tentar encontra-la, ambos descobrem uma área deserta e de terra negra no meio da floresta.
3) Olha! Um Shimata!!!
4) Os ladrões encontram o acampamento de nossos heróis.

Votem nos comentários. A opção que receber mais votos influenciará nas ações do capítulo 3. 😉

 

Texto: oficial Lucas Merlin
Colaboração: GEN Keller

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