Olá refugiados! Há um mês, começamos essa aventura de RPG com vocês. Durante esse período, entendemos que anões são divertidos, mas também muito teimosos e mal humorados. Ficou claro que não é legal mexer em uma porta claramente protegida por magias e também é fato que encontrar um mago para quebrar uma maldição não é tão fácil assim. E isso é ótimo porque RPG, dentre outras definições, significa: possibilidades! Tudo pode acontecer em uma aventura de RPG e tudo muda de acordo com as decisões dos players (que são vocês).

Na última aventura quase perdemos Edgarjoe, mas graças ao Sol, nosso valoroso guerreiro anão sobreviveu. Agora Quincas, Hellen e Edgarjoe precisam vencer um novo desafio, mas como você escolheram duas opções, não sei o que vai acontecer (Mentira! É claro que eu sei!). Será que conseguirão vencer o penhasco e chegar a cidade no fim do deserto? Será que encontraram mais algum inimigo?

 

CAPÍTULO 5 (empate entre as opções 2 e 3)

“Com Edgarjoe ferido, o grupo decide descer o penhasco por partes, mas na primeira noite, ouvem Edgarjoe berrar enlouquecidamente. Ele segura sua cabeça com as mãos e seus olhos estão virados para cima. Depois de um dia inteiro, o grupo finalmente chega ao solo do deserto. Um homem misterioso surge de trás de uma grande pedra e se apresenta a nossos aventureiros.”

 

Quincas – Já se sente melhor Edgarjoe? Gastei toda minha energia curando seus ferimentos. Não vou poder deixar melhor do que isso.

Edgarjoe – Não está totalmente curado, mas não dói. Isso já facilita muito as coisas.

Quincas – Bem, você está ferido e precisa descansar. Vimos que aquela criatura morreu ao ser iluminada pelo sol. Apenas estamos protegidos até agora porque ficamos parados aqui, mas assim que anoitecer, mais lobos daquele podem aparecer. Precisamos encontrar abrigo e rápido!

Edgarjoe – Precisamos descer! Só que não vamos conseguir escalar tudo isso há tempo…

Hellen – Eu acho que nem consigo segurar meu peso por muito tempo. – diz a menina mostrando seu muque.

Edgarjoe – Você eu mesmo jogo! – retrucou o anão com um pequeno sorriso no canto da boca.

Apesar de ter sentido raiva de Hellen em vários momentos, o anão falou em tom de brincadeira dessa vez. Hellen sorriu. Não por causa da piada, mas sim, por ver que o anão estava se esforçando para melhorar sua convivência com ela.

Quincas – Vejam! Tem uma caverna alí embaixo! Fica bem no meio do penhasco. Podemos descer metade hoje, passar a noite na lá, onde é seguro, e descer o resto amanhã de manhã.

Hellen – Parece uma boa ideia! Acho que poucas criaturas podem alcançar esse lugar.

Edgarjoe não disse nada, mas levantou mostrando que concordava com o plano. Depois de vestir os equipamentos de segurança que Quincas trouxe em sua grande mochila, os três começaram a descer cuidadosamente. Primeiro Quincas e Hellen, que estavam amarrados juntos, e por Último o guerreiro ferido.

Ao chegar na caverna, perceberam que a temperatura era muito elevada. Realmente parecia não ter uma transição entre a floresta sagrada e o deserto. Eles simplesmente passaram de uma zona para oura em instantes. O lugar era pequeno e cheio de pedras, mas era o suficiente para os três se acomodarem com seus sacos de dormir.

bunkernerd_rpg-a capanha_cap5--a caverna no penhasco

Os três mal jantaram e já foram se deitar. Todos estavam exaustos. A caminhada tinha sido intensa e a batalha surpresa no fim do dia não foi muito agradável. Porém, de madrugada, quando já atingiram o sono profundo, foram despertados por um grito. Quincas levantou-se e imediatamente procurou seus companheiros. Hellen estava de pé, encolhida na parede da caverna, olhando fixamente para Edgarjoe.

Não havia sido da garota que havia gritado e sim, do anão rabugento. Edgarjoe estava de joelhos, usando suas mãos para apertar sua cabeça com força. Seus olhos estavam inteiramente brancos e ele espumava pela boca. O guerreiro parecia estar passando muita dor, pois gritava e se contorcia interruptamente.

bunkernerd_rpg-a capanha_cap5--a visao

Hellen – O que está acontecendo?! – pergunta a menina com os olhos arregalados.

Quincas levantou-se calmamente, colocou uma mão no ombro da menina, e disse com uma voz tranquila:

Quincas – Está tudo bem. Também me assustei na primeira vez que vi. Ele tem visões por causa da maldição, mas logo passará.

A menina, ainda assustada, continuou assistindo a cena até Edgarjoe cair deitado e voltar ao seu estado normal, ofegante. Quincas aproximou-se e ajoelhou-se ao lado do amigo. Colocou um travesseiro em baixo da cabeça do guerreiro para deixa-lo mais confortável.

Quincas – Respire… logo se sentirá melhor.

Edgarjoe – Eu vi o círculo negro! Também vi um rei em uma biblioteca e uma espada sendo forjada! Ela era inteiramente feita de prata!

bunkernerd_rpg-a capanha_cap5--o rei a espada e a pedra

Quincas – Ainda não sabemos o que isso significa, mas é bom lembrarmos de dizer isso ao mago que ajudará você. Por enquanto vamos descansar. Caminhar em um deserto é muito mais difícil do que em uma floresta.

Edgarjoe estava péssimo. Ferido, cansado e desconfortável. Ele não conseguia dormir direito por conta desses pesadelos. Acordar diversas vezes durante a madrugada e dormir pouco, são as coisas que o deixam ainda mais rabugento (depois da fome, é claro). Hellen e Quincas dormiram logo em seguida. Edgarjoe dormiu quase nada e finalmente, quando pegou no sono, o sol já batia em seus olhos.

Edgarjoe – Droga! Vamos logo para essa cidade! Não tem jeito! Só vou conseguir descansar em uma hospedaria decente. – disse o anão enquanto se levantava muito mais mal humorado do que de costume.

Porém, ao se levantar, reparou em uma cena um pouco incomum: Quincas e Hellen ainda dormiam tranquilamente e, ao lado deles, estava uma cabra. O animal estava sentado e olhando fixamente para o anão.

Edgarjoe – Mas o que que está acontecendo?! Como foi que você subiu aqui?

A cabra olha para a entrada da caverna e depois olha para o anão.

Edgarjoe – Você… me entendeu?!

bunkernerd_rpg-a capanha_cap5--a caverna e a cabra

Edgarjoe foi até a entrada da caverna e olhou para os lados. Havia uma pequena escadaria de pedras do lado direito da entrada e que seguia até o chão do deserto. Edgarjoe ficou feliz por ter encontrado uma saída mais fácil do que escalar e correu para acordar os colegas.

Edgarjoe – Já é dia! Andem logo! – diz o Guerreiro em quanto cutuca Quincas com o pé.

Quincas abriu os olhos lentamente. Bocejava enquanto se espreguiçava.

Quincas – Bom diaaaaaaahhhnn… nham!

Edgarjoe – Bom dia nada! Não dormi! Vamos logo pra essa cidade! Sorte a nossa que essa cabra nos mostrou um jeito de descer!

Quincas – Cabra? Que cabra? – perguntou o clérigo olhando ao redor.

Edgarjoe se virou, procurando o animal e percebeu que não havia mais nada no local. Apenas eles três.

Edgarjoe – Ah, tanto faz! Tem uma escadaria ali! Vamos logo!

E assim os três desceram as escadas de pedra, recapitulando sobre o que havia acontecido durante a noite, enquanto dormiam. Hellen e Quincas pensaram em diversas hipóteses sobre as visões de Edgarjoe. Porém, o guerreiro apenas pensava em comer e dormir. Mal alcançaram o chão do deserto e o anão já deu seus primeiros passos andando rápido pela areia.

Edgarjoe – Se andarmos rapidamente chegaremos lá na hora do almoço! A melhor hora de todas!

Porém, os outros dois o ignoram e ficam olhando para o lado. Hellen aponta para uma grande pedra.

Hellen – Olhem, uma cabra!

Quincas analisa cuidadosamente e vê a cabra misteriosa sentada em frente a uma enorme rocha.

Edgarjoe – Eu falei que não era ilusão! Não falei?!

Quincas – Está bem… agora eu acredito em parte da história.

Neste momento, um homem saiu de trás da rocha. Era barbudo e encapuzado e carregava um comprido cajado de bambu. Sua silhueta era de um humano. O homem gritava e olhava para os lados, como se procurasse por alguém.

bunkernerd_rpg-a capanha_cap5_o misterioso

???? – Muhamed!!! Muhamed, onde está você?

Cabra – Mééééé!!!

???? – Aí está você! Encontrou alguma coisa?

Cabra – Mééééé!!! – berrou a cabra olhando para os três aventureiros.

???? – Oh, bom dia viajantes!

Os três olharam para o homem ainda com suspeita.

Edgarjoe – Até parece! Como você entendeu a cabra?

O homem deu uma pequena risada.

???? – É obvio! “Méé” significa sim e “Béé” significa não.

Os cinco ficaram em silêncio por alguns segundos.

Hellen – Tio Quincas, é melhor não falarmos com este homem!

Quincas – Acalmem-se vocês dois! – diz o anão se aproximando do homem encapuzado.

Quincas – Sou o Clérigo Quincas e este é meu amigo Edgarjoe. Somos das minas de Fuzoon-te. A menina chama-se Hellen. Estamos tomando conta dela por um tempo.

O homem trocou o cajado de mão e se abaixou para cumprimentar o anão. Quincas e Edgarjoe não gostaram do que viram. Ele teria alcançado a mão do anão para cumprimenta-lo, sem se abaixar e se ofenderam ao ver o gesto rude do homem. Quincas sabia que muitos humanos não conheciam as tradições dos anões e por isso resolveu ignorar.

Abu – Muito prazer! Eu sou Abu Abd Allah Muhamed Al Jair! Sou um dos três magos que vivem em Nova Nirgrat.

 

Opa!!! Como assim um mago cai de bandeja na mão dos nossos aventureiros? Nosso grupo ainda não está seguro. É o começo de um deserto e agora há esse suposto mago que pode ou não ser confiável. Será que seus problemas estão para serem resolvidos? Será que podem confiar no mago encapuzado? E que história é essa de cabra inteligente e que fala com as pessoas? Agora é com vocês!

1. Al Jair guia nossos heróis através do deserto, chegando à cidade sem grandes atrasos. Ele os leva até a prefeitura, onde deverão esperar para serem anunciados ao governante de Nova Nirgrat.
2. Depois de chegarem à Nova Nirgrat, guiados pelo mago Al Jair, o grupo percebe que a pequena Hellen não está com eles.
3. Nova Nirgrat continua como Quincas se recordava. É um alívio terem chegado sob os cuidados de um mago. Al Jair os leva até sua casa e diz que previu a chegada dos aventureiros e que tinha algo muito importante para anunciar à eles.
4. No caminho até Nova Nirgat, Quincas conta ao mago Al Jair sobre a condição de Edgarjoe e sobre a porta encantada. O mago fica quieto e apenas absorve as informações. Durante todo o percurso até a cidade, a cabra Muhamed não saiu do lado de Edgarjoe, como se esperasse por algo.

Votem nos comentários. A opção que receber mais votos influenciará nas ações do capítulo 6. Que a aventura continue! o/

 

Texto: oficial Lucas Merlin
Colaboração: GEN Keller

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