Olá, refugiados aventureiros. Hoje é Sexta-feira Santa, mas também é dia de RPG e o capítulo de hoje tem uma importância especial. Escrevo isso porque, finalmente, a história descrita aqui alcançou a campanha jogada na vida real!

Esse é o capítulo em que mais precisamos de sua participação porque a próxima sessão será jogada semana que vem, quarta-feira, dia 8 de abril, e suas orientações influenciaram não só na história, mas no desenvolvimento direto do o jogo!

Nossas vidas estão na ponta de seus dedos!

CAPÍTULO 6 (opção escolhida: nº 4)

”No caminho até Nova Nirgat, Quincas conta ao mago Al Jair sobre a condição de Edgarjoe e sobre a porta encantada. O mago fica quieto e apenas absorve as informações. Durante todo o percurso até a cidade, a cabra Muhamed não saiu do lado de Edgarjoe, como se esperasse por algo.”

bunkernerd_rpg-a campanha-cap6_o deserto

Os cinco viajantes caminharam por horas na areia do deserto. Quincas contou toda a história de como a aventura começou, sem omitir um detalhe sequer. Abu e Hellen ouviam atentamente, demonstrando enorme interesse e curiosidade.

Edgarjoe estava exausto e mal aguentava ficar em pé por conta do calor intenso, mas mesmo assim insistiu em continuar sem ajuda. Pela primeira vez, o guerreiro anão mantinha-se sem reclamar, mesmo estando com um péssimo humor. Parecia concentrar todas a suas energias para chegar à cidade. Foi só quando chegaram aos portões de Nova Nilgr que Edgarjoe abriu a boca pela primeira vez em toda a viagem:

Edgarjoe – Finalmente achei alguma coisa mais irritante do que essa criança… essa cabra! Ela não larga do meu pé! Ficou me cheirando e observando o tempo todo! Sai!!! – gritava e gesticulava o anão em mais uma tentativa fútil de afastar a cabra que o seguiu durante toda a viagem.

Abu – Não se preocupe. Chegamos a grande Nova Nilgrat! Agora poderemos nos alimentar e descansar.

Quincas – Bom, podemos conversar mais durante o almoço. Assim Edgarjoe poderá descansar em um quarto da hospedaria enquanto discutimos.

Edgarjoe – Excelente plano! Vamos logo! – disse o guerreiro já caminhando na frente no grupo.

bunkernerd_rpg-a campanha-cap6_Nova Nirgat

Eles seguiram até a taverna mais próxima e procuraram uma mesa isolada. Porém, assim que entraram, não foram bem recepcionados. Cinco homens barbudos, vestindo armaduras de couro sujas, impediram que eles sentassem.

Hellen cutucou Quincas como se quisesse falar algo, mas o anão apenas fez um gesto para ela esperar.

bunkernerd_rpg-a campanha-cap6_os homens da taverna(1)

Homem 1 – Hummm… novatos! Vocês sabem das regras, não é? – os outros homens deram risadas ao fundo – A tradição é que os novatos devem pagar três rodadas para a mesa mais cheia na primeira vez que entram na taverna. E qual é a de hoje?

Homens 2 a 5 – A nossa! – responderam animados os companheiros do grupo.

Quincas olhou preocupado para Edgarjoe. Não preocupado com o dinheiro, mas com a vida dos pobres rapazes… o guerreiro estava ferido, cansado, suado e com fome. Um anão emburrado em um dos seus piores dias e estava prestes a alcançar o limite de sua paciência.

Para evitar uma confusão (das grandes), Quincas rapidamente tirou algumas moedas de ouro do bolso e entregou ao estranho, antes mesmo de Edgarjoe ter tempo de “mostrar seu ponto de vista”.

Quincas – Pronto! Está pago! Agora nos deixe almoçar, por favor.

Os homens riram e abriram passagem fazendo uma reverência de deboche.

Edgarjoe – Eu não teria pagado nada! – cochichou o anão emburrado ao seu companheiro de batalhas.

Quincas – Está tudo bem Edgarjoe. Toma uma cerveja enquanto espera seu javali ficar pronto – respondeu o amigo enquanto fazia uma grande caneca escorregar até a frente de seu amigo.

Hellen – Tio Quincas! Deixei meu colar cair lá fora da taverna. Vou pegar e já volto!

Quincas – Está bem, querida. Tome cuidado.

A menina saiu sozinha, enquanto o clérigo e o mago Abu discutiam mais sobre a maldição de Edgarjoe.

bunkernerd_rpg-a campanha-cap6_o mago abuAbu – Quando Edgarjoe tocou a porta, ele ouviu algum barulho ou viu alguma luz?

Os dois se viraram para Edgarjoe, esperando uma resposta, mas ele estava com a testa encostada na mesa, roncando como se não dormisse há anos.

Quincas – Sugiro não acordá-lo agora. Vamos perguntar mais tarde…

Abu – Não é melhor pedir para ele ir para o quarto? Ele ficará de mau jeito aí.

Quincas – É melhor não, acredite.

Então a conversa é interrompida por gritos na taverna.

Homem 1 – Mas que gosto horrível! Que tipo de cerveja é essa que me serviram? Está horrorosa!

Quincas estava tranquilo, achando o homem mal educado e grosseiro… até entender o que realmente aconteceu. Hellen surgiu de trás da mesa deles, segurando um copo.

Hellen – HAHAHHAHAHA! Beba xixi de cabra seu imundo! Eles podem não ter coragem, mas eu dei o que você merece!

Homem 1 – Você misturou minha cerveja com o que?! – disse indignado o homem que parecia o líder do grupo, enquanto cuspia sem parar no chão – Você vai pagar por isso, pirralha!

Enfurecido, o homem pegou a cadeira que estava usando e, sem piedade, tentava acertar a menina. Hellen, por ser menor, desviava rapidamente, fugindo dos golpes. O homem arremessava garrafas, garfos, pratos… mas não acertava nada.

Quincas bateu com sua mão na testa percebendo que não deveria ter deixado a menina “ir buscar o colar sozinha”. Sem demora, conjurou seu escudo e foi em direção ao grandalhão. Infelizmente, um grande círculo de curiosos se formou ao redor da briga, impedindo que o clérigo se aproximasse ou enxergasse alguma coisa.

Todos ali dentro gritavam, torciam e riam da situação, deixando o ambiente com um barulho insuportável. Então, um único grito deixou todos congelados, em silêncio.

Edgarjoe – SIIIILÊÊÊÊNNNCIOOOO!!! – grita o guerreiro descendo da cadeira mais alta que ele.

Todos que estavam ali olharam para trás e viram o anão se aproximar, batendo os pés de forma dura e pesada no chão, e encarando-os com sua pior cara, a sua verdadeira…

Quincas apenas se afastou. Ele sabia que a situação logo seria resolvida e querendo ou não, não seria uma boa ideia interferir. Porém, já estava otimista por ver que seu amigo deixou o martelo na mesa, antes de vir discutir.

Edgarjoe foi batendo os pés com raiva. O grande círculo de pessoas abriu caminho e o guerreiro alcançou o centro da confusão. Ele olhou para os lados, procurando a menina, mas ela já havia desaparecido. De repente, o homem que antes brigava com a criança, quebrou uma cadeira na cabeça do anão, na tentativa inútil de neutralizá-lo.

BUM! CRACK! – um som intenso foi ouvido por todos, seguidos de silêncio.

Toda a taverna emudeceu, observando o cenário. Edgarjoe não expressou dor. Apenas permaneceu imóvel como se não tivesse acontecido absolutamente nada. Então, olhou para cima, esticou a mão, agarrou a barba do bagunceiro e o puxou para baixo. Fazendo isso, Edgarjoe forçou o humano a se abaixar e encará-lo cara-a-cara.

Edgarjoe – Estou indo para meu quarto. Vou dormir. Se me acordarem de novo, você vai me implorar para tomar xixi de cabra! Vai me agradecer! E ainda vai gostar disso! Entendido?

Quincas nunca viu uma taverna esvaziar tão rapidamente. Poucas pessoas continuaram por perto. Finalizado o aviso, Edgarjoe (ainda irritado) foi falar com seu amigo.

Edgarjoe – Me dê a chave do quarto! Preciso dormir até amanhã! Essa gente me irrita!

Quincas – Está aqui, Edgarjoe. – disse o anão estendendo a mão com a chave.

Edgarjoe pega a chave com certa violência e começa a subir as escadas batendo os pés.

Quincas – Admirei seu autocontrole hoje, Edgarjoe! Você evoluiu bastante!

O guerreiro continuou subindo, sem responder. Logo depois, Hellen surge debaixo de uma das mesas.

Hellen – Evoluiu bastante? – perguntou a menina com uma cara assustada.

Quincas – Pois é… mas agora que temos paz, podemos conversar melhor – respondeu o anão, voltando a sentar-se junto ao mago – Você pode fazer algo por nós?

Abu – Minha cabra analisou seu amigo enquanto caminhávamos e as coisas não são boas…

Quincas continuou olhando em silêncio, se esforçando para acreditar que realmente a cabra é quem tinha analisado a situação de Edgarjoe.

Abu – Conheço apenas dois magos que podem saber como solucionar este problema. Meu irmão, Abu Abd Allah Muhamed Al Kalled, que vive do outro lado do continente, em Noinshtain e a maga Caliel, que vive aqui mesmo.

bunkernerd_rpg-a campanha-cap6_o mago irmao de Abu

Os olhos de Quincas se encheram de esperança.

Quincas – Existe uma maga aqui nessa cidade que pode resolver nosso problema?! Isso é ótimo!

Abu – Sim, sim. Pode confiar nela. Dou-lhe minha certeza. Ela tem mais de 600 anos de experiência!

Quincas ficou parado olhando com uma cara desconfiada.

Quincas – 600 anos?

Abu – Hahahaha! Parece bastante, não é? Mas é pouco para uma elfa.

bunkernerd_rpg-a campanha-cap6_a maga elfa

Quincas ficou em silêncio, pensativo. Então abriu sua mochila, pegou um pergaminho, e estendeu para o mago.

Quincas – Pode anotar o endereço de seu irmão para mim, por favor?

 

Parece que finalmente há um raio de esperança para os anões! Agora é a hora da verdade! Como mencionei no início desse texto, a campanha descrita aqui alcançou a que é jogada no mundo real e esse é o momento em que o seu voto conta mais. Qual a direção que nosso grupo de aventureiros deve tomar a seguir?

1. Quincas, Edgarjoe e Hellen decidem ir até a casa de Abu, onde encontraram a tal Elfa, só para verificar, afinal, anões não confiam em elfos…
2. Quincas se nega a acreditar na confiabilidade da “maga elfa de 600 anos” e decide abandonar a cidade e seguir rumo a cidade onde se encontra o irmão de Abu. Vai ser uma loooonga viagem…
3. No dia seguinte o grupo decide seguir Abu até a casa da tal maga elfa, mas antes terão que parar na casa do mago. Eles não percebem, mas algo os segue.
4. Maga elfa de 600 anos? Atravessar o continente? Nem pensar! Tem que ter outra opção!

Vote! Precisamos saber como continuaremos nossa aventura de RPG de mesa! Queremos o capítulo 7!

 

Texto: oficial Lucas Merlin
Colaboração: GEN Keller

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