Salve, corajosos aventureiros! Agora, com as sessões de RPG feitas na live do BunkerNerd, tudo fica mais emocionante e ainda mais imprevisível! Quincas, Edgarjoe, Hellen, Abu e Caliel chegaram a um ponto crítico dessa aventura. O que acontecerá agora? O que será de Edgarjoe? E porque a pequena Hellen sabe de tanta coisa? Que a campanha continue!

CAPÍTULO 9 (opção escolhida: nº 2)

“Enquanto se preparavam para partir, Caliel conversou rapidamente com a pequena Hellen
e lhe entregou um objeto.”

Abu tirou do bolso interno de sua túnica um pequeno colar de prata, com uma bela pedra negra na ponta. Então estendeu a mão para os anões.

Abu – Coloque ao redor do pescoço. Mantenha-o sempre contigo. Se você o segurar com firmeza, será capaz de sentir as trevas ao seu redor. Isso pode ser útil durante a viagem. Vocês não estão mais sendo observados por ele, mas com certeza o rei continuará enviando suas criaturas. Tomem cuidado!

Quincas pega o colar, coloca em seu pescoço e esconde por baixo da armadura.

Quincas – Obrigado, mais uma vez.

Enquanto os dois anões estavam distraídos recebendo instruções de como usar o colar, Hellen conversava com Caliel.

Caliel – Percebi que é muito inteligente, pequena.

Hellen – Papai me disse que sou inteligente o suficiente para ser aprendiz de Joser e que, um dia, ele me levará para ser sua aluna. E esses dois tios chegaram e disseram que meu pai pediu para me levar pra Einzemburg! É porque já estou grandinha o suficiente! O grande dia chegou!

A maga percebeu que os anões ainda não haviam revelado à garota, o que aconteceu com seus pais, então resolveu não prolongar o assunto.

Caliel – Entendo. Acredito muito no seu talento. Por isso, quero que leve este objeto com você!  –  disse a maga ajoelhada, estendendo delicadamente um livro a criança.

A menina ficou tão empolgada que mal agradeceu e já foi folhando-o para ver seu conteúdo.

Hellen – Mas… está todo em branco! – disse sem conseguir disfarçar a frustração.

Caliel – Este livro é extremamente inteligente, assim como você! Ele revelará as informações que você procura no momento certo!

bunkernerd_rpg-a capanha_cap9-sacola magicaHellen – Obrigada, tia! Vou guardar com os outros!

A menina retirou de seu bolso um saquinho vazio, que, com certeza, era muito menor do que o livro. Porém, conseguiu coloca-lo sem dificuldades, como se o saquinho não tivesse um fundo.

Caliel – Interessante… deve ter muitas coisas guardadas aí. Onde conseguiu tudo isso?

Hellen – Meu papai que me deu. Ele pediu que eu usasse para esconder coisas importantes e pra não contar pra ninguém. Assim as coisas sempre estariam seguras. Ninguém nunca imaginaria que coisas importantes estão nas mãos de uma criança!

Caliel – E que coisas são essas?

Hellen – Nem eu sei. Nunca olhei, pois sei que falo bastante e tenho medo de contar sem querer.

Mesmo sabendo da inteligência da garota, Caliel não contava com tanto autocontrole.

Caliel – Bem, então você está fazendo isso direitinho! Só te peço uma coisa: se seu professor for baixinho, mostre o que tem aí dentro! Ele era o melhor amigo de seu pai e é de confiança. Ele saberá o que fazer.

Hellen – “Era” o melhor amigo? Então não é mais?

Caliel foi surpreendida novamente pela esperteza da garota. Procurou arrumar seu argumento para não ter que contar a verdade.

Caliel – Eles eram melhores amigos, mas agora são praticamente irmãos! Muito mais do que amigos!

A menina olhou com cara de desconfiada e não acreditou no argumento de Caliel. Porém, fingiu ter caído na conversa, pois sabia que perguntar mais não adiantaria em nada.

Quincas – Prontos? Temos uma longa caminhada pela frente!

Edgarjoe – Não vamos levar mais água? Estamos em um deserto!

Quincas – Não se preocupe. Aprendi a produzir alimento e água através de magias. Deus nos alimentará!

Assim, os três aventureiros partiram logo após o jantar. Afinal, é muito mais prudente caminhar à noite e descansar de dia quando se viaja em desertos. As grandes dunas e a areia fina que cobria o solo incomodava os anões, mas era pouco problema considerando tudo o que já enfrentaram.

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Durante dois longos dias, os três não tiveram nenhum tipo de problema além das reclamações de Edgarjoe e as frequentes pausas solicitadas por Hellen. A motivação da equipe não estava baixa, pois eles sabiam que em menos de um dia chegariam às Ruínas De Nirgrat. E o assunto antes de dormir não podia ser outro:

Edgarjoe – Produzir comida por magias é mais prático do que caçar e cozinhar, mas o gosto é muito pior!

Quincas – Concordo, mas não temos tempo para nos dar ao luxo de comer apenas o que é bom. E falando nisso, logo vai amanhecer. Então comam e vão direto para a barraca! Temos que descansar para estarmos dispostos durante a noite!

Hellen – Eu sei! Eu sei! Mas acho que não vou conseguir dormir. Estou doida para conhecer a tal cidade abandonada!

Edgarjoe – Não sou muito de viajar, mas confesso que a ideia parece bem interessante! Aliás: porque o pessoal abandonou a cidade?

Quincas – Há muito, muito tempo, ela foi destruída por uma besta. A batalha foi colossal! O sacerdote que defendia a cidade saiu vitorioso, mas era tarde demais. Tudo estava tão destruído que valia mais a pena construir uma cidade nova do que arrumar toda a bagunça.

Hellen – E assim, o povo construiu Nova Nilgrat! Deixando as Ruínas De Nilgrat para trás. Hoje o lugar é sagrado, servindo de túmulo para todos que morreram na tragédia. Por isso, a população evita passar pelo local.

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Edgarjoe – Mas como não temos tempo, teremos que atravessá-la. História interessante… mas eu vou dormir! Quero estar de olhos bem abertos para ver isso aí!

Hellen – E eu vou fazer xixi!

Quincas – Pelo menos você aprendeu a avisar!

Hellen – Agora confio em vocês. Vou atrás daquela grande rocha ali! Já volto!

Quincas – Está bem. Se acontecer algo grite por ajuda. E se você não voltar em alguns minutos irei atrás de você!

Hellen – Pode deixar!

Alguns minutos se passaram. Os dois anões logo ouviram gritos da pequena criança. Porém, ela parecia perfeitamente calma.

Hellen – Ei! Tio! Venha ver isso aqui! Achei algo estranho…

Quincas e Edgarjoe olharam um para o outro. Eles se levantaram e foram curiosos, mas com as armas em mãos. Os dois já haviam tido más experiências demais para serem descuidados. Assim que deram a volta na grande rocha, viram Hellen abaixada mexendo em algo na areia.

Hellen – Tem algo enterrado aqui! É de pedra, mas parece ser esculpido e é arredondado. Não tem uma ponta sequer!

Quincas – Deixe-me ver isso… – disse o anão enquanto se ajoelhava

O objeto era comprido e cilíndrico. Parecia ser a ponta de algo ainda maior, ainda enterrado. O clérigo, cauteloso, pegou seu novo colar e o apertou com força. Depois de se concentrar por alguns minutos não conseguiu sentir nada maligno ao seu redor.

Quincas – É seguro!

Ansioso para descobrir mais informações, Quincas começou a puxar com suas duas mãos, mas o objeto era pesado e nem se movia. Foi então que Edgarjoe apoiou a mão no ombro do colega, interrompendo-o.

Edgarjoe – Deixa comigo!

O guerreiro, confiante de que seria uma tarefa fácil, cuspiu em suas mãos, esfregou uma na outra e posicionou-se para puxar. Fez a maior força que conseguiu por alguns segundos. Quando já estava vermelho e com as veias em sua testa começando a saltar, o pequeno objeto começou a se movimentar lentamente.

Edgarjoe estava quase desistindo, mas insistiu. A peça se soltou fazendo um barulho abafado e o guerreiro caiu para trás. Quincas e Hellen correram para ver o que era o pequeno objeto.

Quincas – Deixe-me ver. Solte isso logo! – disse o anão tentando abrir a mão de seu amigo.

Edgarjoe – Eu estou escorregando!

Hellen – Como assim escorregando? Você está deita…

Hellen parou sua frase ao perceber que estava lentamente deslizando para trás. Então olhou para o chão e viu que a areia se movia em forma de vórtice e ganhava velocidade!

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Hellen – Corram!

Os três fizeram esforços para se afastar do grande buraco que estava se formando no centro, mas já era tarde demais. A areia se movia com força e velocidade. Sem ter onde se agarrar, os aventureiros foram sugados pelo grande redemoinho de areia…

 

NÃÃÃÃÃÃOOOO!!! Será o fim de nossos heróis? Quem foi o maldito que colocou uma armadilha idiota como essa no meio do deserto?! Pelo amor de todos os deuses, salvem nossos heróis! Salvem o nosso RPG! O.O
1. Hellen, Edgarjoe e Quincas são sugados pela areia movediça e ao acordarem, percebem que estão no subterrâneo, em uma galeria que até então, permanecia escondida abaixo do grande deserto.
2. Ao recobrarem os sentidos Edgarjoe e Quincas percebem que Hellen não está junto deles.
3. O susto foi grande, mas de alguma forma bizarra, Hellen Edgarjoe e Quincas acordam em meio a grande ruínas de uma antiga cidade subterrânea.
4. Como último esforço, Quincas arremessa Hellen para fora do raio do redemoinho de areia. Ao ver seus amigos serem sugados, Hellen se lembra do livro que recebeu de Caliel e ao abri-lo, uma intensa luz brilha e a menina enxerga runas girando em pleno ar.

Por favor, façam com que tenhamos um capítulo 10!

 

Texto: oficial Lucas Merlin
Colaboração: GEN Keller

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