E ai nerds?! Trago para vocês uma nova recomendação de série. Game of Thrones acabou e se você não tem nada para assistir (e tem Netflix), então assista Sense8.

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Essa análise irá falar sobre a redenção dos irmãos Wachowski (Para vocês que não os conhecem, vocês que não são nerds!). Os irmãos Wachowski foram os roteiristas e diretores de Ligadas Pelo Desejo (Bound), mas ficaram mais conhecidos graças a obra prima chamada Matrix. Após o segundo filme de Matrix não fizeram nada de bom (salvo roteirizarem V de Vingança)… isso até agora!

E em 2015 os irmãos Wachowski, junto com a maravilhosa Netflix, nos entregaram essa coisa chamada Sense8 ou “Sensate” (Sim, é um lindo trocadilho!). Então, vamos para a sinopse:

A série conta a história de oito estranhos: Will, um policial de Chicago; Riley, DJ de Londres; Capheus, motorista de van no Quênia; Sun, que administra a empresa do pai em Seoul; Lito, um ator de filmes de ação mexicano; Wolfgang, arrombador de cofres de Berlin; Kala, funcionária de uma indústria farmacêutica em Mumbai; e Nomi, uma ex-hacker.

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Cada um desses personagens é de uma cultura e parte do mundo diferentes. Após um suicídio que todos eles presenciam através de sonhos ou visões, eles acabam se tornando mental e emocionalmente conectados. Enquanto ficam tentando descobrir como e por que essa conexão está acontecendo (e o que ela significa), Jonas, considerado pelo FBI como um terrorista em potencial, tenta ajudá-los. Por outro lado, um homem apelidado de Sussurro (Whispers), está caçando todos utilizando a mesma conexão após olhar nos olhos de um deles.

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A sinopse é bastante interessante e instigante! Cada episódio reflete o ponto de vista dos personagens, que interagem uns com os outros enquanto nos aprofundamos em seus passados.

Eu sinceramente gostei da série. O modo como os personagens se conectam é genial! A conexão deles é representada por sentimentos e emoções compartilhados entre eles ao mesmo tempo. E sempre que há essa conexão por conta da emoção e dos diálogos entre os personagens. O roteiro de Sense8 é muito bem escritos e os diálogos te fazem sentir mais simpatia por eles.

O que achei mais interessante em Sense8 é o fato de ter um vilão principal, mas ele não ser necessariamente o principal. Se analisarmos como um todo, a trama da série é: explicar o motivo dessa conexão e impedir o Sussurro. Essa é a trama geral da série. Mas o que a deixa interessante (pelo menos para mim), é que cada personagem passa por um problema pessoal, seja ele grande ou pequeno.

Em alguns episódios, chegamos a esquecer sobre que a série realmente trata e passamos a querer saber mais sobre a história de um personagem em particular, e isso foi muito bem explorado. Para melhorar e fazer o espectador pensar, a série utiliza temas como homossexualismo e religião para dar mais um “tempero” no desenvolvimento dos personagens. Assim como disse antes, me peguei mais interessado em saber sobre o desenrolar da história pessoal de um personagem do que o desenrolar da trama principal.

A direção dos irmãos Wachowski está sensacional! Aliás, tudo em Sense8 é sensacional. Desde a direção de arte até a coreografia de luta. A atuação também está boa. Alguns dos atores até são familiares de algum lugar, mas boa parte deles é desconhecida. Uma nota é que Alfonso Herrera faz parte do elenco. E quem é ele? O Miguel Arango da novela mexicana Rebelde (Olha onde o cara foi parar, né?).

Porém, há um ponto negativo de atuação: Doona Bae, que interpreta a Sun. Eu não sei realmente se é a atuação dela que é ruim ou se a personagem realmente tenta parecer um robô quanto fala, chora e tenta expressar qualquer outro sentimento.

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— Mas afinal, vale a pena assistir? —

Eu digo que sim! Acredito que dessa vez os irmãos Wachowski acertaram a mão! A ideia de compartilhamos emoções simultâneas com pessoas de outra parte do mundo, já passou pela mente de muita gente (e eu aposto que já passou pela sua cabeça também). Da mesma forma como passou pela sua cabeça a possibilidade de estarmos ou não vivendo dentro de um computador logo após de assistir Matrix.

 

Por B. Santos

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