A personalidade, psicologia, feitos e curiosidades de Tolkien acumulam conteúdo para um livro. Neste post, falaremos um pouco sobre este homem que influenciou bandas como Led Zeppelin e cruzou a sua história com ícones da história como Hitler, Beatles e Walt Disney. Um pai dedicado de personalidade forte que alcançou o posto de gênio e autor de uma das melhores obras do século XX.

Tolkien nasceu na cidade de Bloemfontein, na antiga Republica do Estado Livre de Orange, atual Africa do Sul. Logo aos três anos já se mudou, junto com a mãe e o irmão, para viver na Inglaterra e naturalizou-se britânico. Sim, Tolkien é Africano.

Por influência da mãe, adotou o catolicismo e virou um religioso fervoroso. Posteriormente, ele iria até converter o seu grande amigo, C.S. Lewis (autor de Crônicas de Nárnia), do ateísmo para o catolicismo. Até poucos anos antes de morrer, se revoltou com algumas reformas políticas que aconteceram no Vaticano e desacreditou no catolicismo.

Após a morte da mãe, Tolkien, com apenas 13 anos, junto com o irmão passaram a ser criados por um padre. Durante este período ele se apaixonou por uma mulher três anos mais velha, chamada Edith. Porém, o padre proibiu o jovem de ter qualquer tipo de relacionamento completar 21 anos de idade. Quando chegou a maioridade, procurou novamente por Edith. Ela estava noiva na época, mas Tolkien usou todo seu “mojo” para convencê-la ao casório. Durante 55 anos de casamento, teve quatro filhos e ainda uma personagem do livro Silmarilion, Lúthien, inspirada na mulher.

E depois de um ano de casamento, aos 22 anos foi mandado para a primeira guerra mundial, quando começou a rabiscar os primeiros manuscritos de seus livros. Também mandava cartas com códigos secretos para a esposa, para dizer onde estava e escapar da censura do exército. Na guerra, participou de grandes batalhas, ao lado de três amigos, que mais tarde seriam inspiração para os quatro Hobbits.

Antes de pegar a gripe de trincheira, doença comum transmitida por piolho, e voltar para a Inglaterra, Tolkien serviu como oficial de sinais na batalha de Somme, na França, que teve mais de um milhão de mortos. O curioso é que do lado alemão estava Hitler. O futuro ditador alemão viria a se ferir com um tiro na perna. Ou seja, Tolkien e Hitler no mesmo campo de batalha.    M-i-n-d-b-l-o-w-i-n-g.

É muito especulado que Sauron teria sido inspirado em Hitler, e você já deve ter ouvido falar nisso. Porém, Tolkien sempre deixou claro que não há referência proposital em sua obra a acontecimentos ou figuras políticas reais. Conspirólogos de plantão apontam para as enormes semelhanças entre as duas figuras, e dizem que a influência pode ter sido inconsciente. Em relatos, vimos que Sauron seria um personagem criado antes da ascensão do führer ao poder. Além disso, o que encontramos em Sauron são características comuns a muitos ditadores.   Alô Stalin?

Tolkien até considerou proibir a tradução de suas obras para a Alemanha. Na época, a legislação do país exigia que o autor tivesse que se certificar que era ariano, para autorizar a publicação.

Enquanto escrevia sua maior obra, Tolkien não sabia como iria terminar a história quando começou “O Senhor dos Anéis”. Quando o livro chega à parte das Minas Moria, na Tumba de Balin, o autor teve um bloqueio criativo. Durante um ano o texto ficou parado, esperando a inspiração do autor para continuar.

E essas inspirações vinham do mundo ao redor do autor. O condado é muito semelhante ao cenário onde cresceu e até mesmo o hobbit Sam, foi baseado em um dos seus vizinhos durante a infância.

Em 1976, o diretor Bakshi, o mesmo de O Gato Félix, fez uma adaptação da obra ao cinema em formato de animação em um longa-metragem de duas horas. Além de Bakshi, ninguém menos de que os Beatles cogitaram seriamente a hipótese de “O Senhor dos Anéis” ser um de seus projetos cinematográficos. Foram atrás de diretores, e já até haviam escolhido para si próprios os papeis de cada músico no filme. Paul Mcartney seria Frodo, Ringo Star interpretaria Sam, George Harrison ficaria com o papel de Gandalf e a opção mais curiosa foi a de John Lennon, que escolheu Gollum. Porém, os direitos de adaptação ao cinema já haviam sido vendidos.

Tolkien morreu aos 81 anos em setembro de 1973. No testamento, deixou mais uma polêmica: Nele constava que se qualquer adaptação de suas obras fosse feita ao cinema, não seria pelas mãos de Walt Disney.

No conjunto de todos os livros, o autor foi capaz de criar um novo mundo – e uma nova língua. Por isso vendeu mais de 200 milhões de cópias e é considerado um dos melhores escritores do século XX. Para concluir, fica o trecho da música de uma das bandas mais influenciadas pela obra de Tolkien: Led Zeppelin – “Ramble On”.

Mine’s a tale that can’t be told, my freedom I hold dear.
How years ago in days of old, when magic filled the air.
T’was in the darkest depths of Mordor, I met a girl so fair.
But Gollum, and the evil one crept up and slipped away with her, her, her….yeah…”

 

Um agradecimento especial a minha namorada que revisa e dá um toque especial a todos os meus textos.

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4 Responses

  1. Andrea Galvão

    Amo “O Senhor dos Anéis” e estou com ” O Hobbit” para ler aqui. A vida de Tolkien realmente foi muito interessante. Quem imaginaria que era um católico fervoroso desse modo a maior parte da vida (e que ele nasceu na África do Sul!!)… E qual o motivo dele ter proibido a reprodução por Walt Disney? Será que eles tiveram alguma briga ao longo de sua vida? Gostei muito do post!

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