Os consoles da nova geração estão começando a ganhar força, mas se você decidiu esperar um pouco mais para baixarem o preço ou lançarem mais jogos e manter seu PS3 ou Xbox 360, então confira o nosso Top 10: Melhores Jogos de PS3/Xbox 360 e certifique-se que você aproveitou ao máximo tudo o que a “antiga geração” tem a oferecer.

1- Red Dead Redemption

top 10 Quando Red Dead Redemption foi anunciado, muita gente achou que se tratava apenas de um Grand Theft Auto IV com cavalos. Afinal, a responsável pelo título é a mesma, assim como a própria engine que move o jogo. Red Dead Redemption está longe de ser “apenas um GTA IV no faroeste”. É claro que temos algumas semelhanças, principalmente na estrutura das missões, mas a Rockstar mostra, novamente, que sabe o que faz. Red Dead Redemption traz toda a liberdade e os perigos do famoso faroeste estadunidense através de uma trama sólida e uma jogabilidade que vai fazer com que você nunca mais queira desgrudar seus olhos da tela. Em poucas palavras, Red Dead Redemption é um dos melhores jogos da antiga geração.

É impossível não se impressionar com o ambiente de Red Dead Redemption. New Austin e seus arredores podem até não ser muito grandes se compararmos a outros jogos, mas lembre-se que estamos a cavalo, o que parece triplicar as distâncias. Explorar o ambiente é extremamente satisfatório, e você raramente irá desejar trocar suas viagens por simples deslocamentos instantâneos. O local árido traz cactos, montanhas e algumas pequenas cidades isoladas, geradas de maneira fiel graças ao excelente trabalho da direção de arte do game. Tudo isso já seria o suficiente para que Red Dead Redemption ficasse marcado na história dos games. Entretanto, a Rockstar ainda reservou uma bela surpresa: a fauna. Ao cavalgar pelas estradas e matas, você não encontrará apenas pessoas andando a cavalo, mas também criaturas de todo o tipo. Urubus voam ao céu indicando possíveis cadáveres, enquanto coiotes perseguem fazendeiros e veados. Tatus, ursos e pumas são outros exemplos que habitam o riquíssimo mundo de Red Dead.

A Rockstar caprichou, criando um jogo cativante e extremamente divertido. Mesmo com uma campanha longa e cinematográfica, Red Dead também se mostra atento aos detalhes, concebendo um mundo que não pode deixar de ser explorado pelo jogador.

2- The Last of Us

top 10 Em The Last of Us, o caos é representado por um fungo que entrou em contato com a espécie humana e dizimou a sociedade, transformando os infectados em uma espécie de “fungos-vivos”. Mesmo com essa premissa específica, desde o começo The Last of Us sugere que o problema vai muito além dos infectados e da busca pela cura. A luta dos protagonistas Joel e Ellie é sobreviver em um mundo devastado há 20 anos, comandado pelo exército. As pessoas vivem sob as ordens autoritárias da força armada, que, entre outras imposições, limita a liberdade de ir e vir. Um dos pontos altos de The Last of Us é a mudança constante, por conta da evolução dessa intimidade entre a adolescente Ellie e o velho Joel. Um dos grandes desafios de design de games é tornar crível a relação entre personagens, e a Naughty Dog faz isso bem desde Uncharted, em que personagens como Nathan Drake e Tezin se conectam, embora sequer falem a mesma língua.

Outro ponto interessante é enxergar o mundo pelos olhos de Ellie, uma garota de 14 anos que nasceu durante o apocalipse e não viveu no mundo como conhecemos hoje. Há momentos em que, por exemplo, ela pega um diário perdido em uma casa abandonada e indaga: “Jura que o problema delas era o corte de cabelo, o menino que não olhou pra ela e se a blusa combina com a saia?”. Suas reflexões nos fazem pensar sobre o que nos move hoje, e como Joel diz, “tudo é relativo”. Ellie, como outras personagens femininas da Naughty Dog, é forte, destemida e carrega uma vontade de mudar o cenário em que vive. Já Joel é um homem com marcas de uma vida sofrida e, em momentos, mostra que já perdeu as esperanças de viver em um mundo melhor. Além de Ellie e Joel, outros personagens também aparecem durante quase todo o jogo, e dão material para a trama progredir em meio a inúmeras cutscenes de computação gráfica bem produzidas.

A Naughty Dog acerta muito em oferecer personagens caricatos, amáveis e com profundo senso crítico, ponto altíssimo para a dublagem em português que contribui para essa caracterização. Não se sabe ao certo como é viver em meio ao caos, mas sabe-se que The Last of Us é um prato cheio de entusiasmo e criatividade para falar sobre o tema.

3- Bioshock Infinite

top 10 Enquanto o primeiro jogo da saga fazia estas perguntas em um cenário pós-apocalíptico, Rapture, uma nova Atlântida, BioShock: Infinite leva o jogador à mesma jornada filosófica, mas desta vez em um novo tipo de Éden católico: Columbia. A cidade é abençoada por um profeta, Zachary Comstock, e sobrevive em cima de trilhos bem acima das nuvens. A primeira vez que Columbia é relevada ao jogador é um momento de puro encanto, mas a cidade não tarda a mostrar sua estranheza e selvageria latentes,exatamente como aconteceu em Rapture. Há diversas similaridades entre o terceiro e o primeiro jogos. Em Rapture, o foco era politico. Aqui, é religioso. Em ambos, o delicado equilíbrio entre a elite e o resto da população é cindido. A diferença é que, em Columbia, é possível ver o nascimento da revolução e, de certa forma, participar dela. Esta é uma diferença importante entre os games, que traz inovação para a série.

Como o título se passa na década de 1910, a principal revolta é racial, contudo, BioShock: Infinite não é necessariamente um jogo que trata de racismo em sua essência: ele aponta os problemas da época, mas seu maior foco é demonstrar como qualquer pessoa é corrompível, independentemente de seus objetivos nobres. Tudo isto é pano de fundo para a jornada de Booker DeWitt, cujo objetivo é encontrar uma garota chamada Elizabeth e retirá-la da cidade, por conta de uma dívida não muito bem explicada. Coisa que Comstock não parece achar agradável, já que o protagonista se vê enfrentando um exército de soldados, e cidadãos que atuam cegamente, levados pelas suas crenças.
O design de fases e os controles são tão bem resolvidos que é fácil esquecer que eles existem. Essa fluidez, aliada à câmera precisa e à movimentação clara, dá espaço para que o jogador possa reparar em outras propriedades do jogo, como o magnífico trabalho de som.

Os gráficos, no entanto, não são exemplares, mesmo assim, eles mantêm seu brilho, já que o indispensável não é o rigor técnico nesta parcela, mas o trabalho de pesquisa minucioso, que resulta no inspirado visual do título, que toma cuidado com arquitetura, cores, estilo e decoração dos ambientes. Cada pedaço de Columbia foi muito bem pensado e refinado. Estes elementos juntos fazem de BioShock: Infinite um game praticamente perfeito. Mas nem mesmo essa qualidade toda é capaz de preparar o jogador para o final do conto, que será comentado, explicado e debatido por muito tempo. Talvez a melhor coisa de BioShock: Infinite é que o game trata seus jogadores como adultos inteligentes, ele não precisa explicar absolutamente tudo, mas orienta seu jogador a ter, por si só, certas conclusões.

4- Grand Theft Auto V

top 10 Produzido por cerca de cinco anos, Grand Theft Auto V é o produto definitivo da Rockstar. Responsável por alguns dos maiores títulos da história dos videogames, a empresa reúne toda a experiência adquirida nos últimos anos em um jogo que equilibra as características primordiais da franquia. GTA V é uma amostra da convergência entre narrativa e interatividade, descompromisso e profundidade. Não é preciso muitas horas de jogatina para notar o retorno às raízes. O trabalho realizado nos controles de armas e veículos dá preferência às missões e como elas são realizadas, mesmo com o mapa todo liberado desde o início, a sensação de exploração é contínua e, vez ou outra, se tem a impressão que algum lugar ainda não foi visitado. Apesar da ótima história dos protagonistas, GTA V é mais sobre o mundo aberto e as possibilidades que Los Santos oferece. O maior trunfo da Rockstar está em conseguir equilibrar a narrativa de Franklin, Michael e Trevor com as missões aleatórias, sem diferenciar um elemento do outro. Essa confluência dá urgência aos problemas de cada personagem e uma vida pulsante à cidade.

Franklin, Michael e Trevor são o passo à frente da Rockstar em GTA V. A maneira como a união de três histórias em uma jornada foi realizada é sem precedentes. O sistema de troca funciona de maneira simples a ponto do jogador renegar a complexidade da função. Além dos aspectos técnicos e do cuidado gráfico, a mudança entre os protagonistas transfere elementos de narrativa e jogabilidade em questão de segundos. Nas mãos de apenas um controlador estão três vidas distintas, que são transferidas de imediato ao jogador. De forma implícita, a Rockstar faz isso ser uma composição imprescindível para a construção dos personagens. Franklin tem problemas com os amigos de infância, Trevor, com a mãe e companheiros e Michael, com a família; aspectos como estes são aprofundados a partir das trocas, um exemplo perfeito da interação entre controle e história.

GTA V avança na combinação entre controle e narrativa, mas marcará a geração pelo arrebatamento gráfico e a exploração de um mapa tão real quanto qualquer cidade verídica. Sem se apoiar em mecânicas de outras mídias, mas com inspiração em histórias do cinema e da própria franquia, a Rockstar criou um produto definitivo. GTA V é o sinônimo da liberdade e interatividade que os games podem oferecer.

5- Dark Souls 2

top 10 Desenvolvido pela From Software e distribuído pela Namco Bandai, Dark Souls 2 conseguiu superar os altos padrões estabelecidos pelo seu antecessor. O título conseguiu manter a essência de Dark Souls e melhorar aspectos do jogo que pareciam ser quase perfeitos. Mantendo o título de “Um Dos Jogos Mais Difíceis Que Existe”, Dark Souls 2 não te ajuda em absolutamente nenhum momento, seja para mostrar por onde você deveria ir, descobrir o enredo, a jogabilidade, como explorar territórios, como enfrentar criaturas e chefes, são feitas pelo jogador na base de tentativa e erro. Mesmo assim, há quem diga que o jogo está mais fácil do que seus antecessores.

O jogo teve alguns sistemas “simplificados” e consegue ser mais atrativo a novos jogadores do que o primeiro, mas não se pode dizer que o jogo irá receber todos de braços abertos, para se sair bem em Dark Souls tem que gostar de desafios, aprender a andar sozinho e ter em mente que morrer é uma das partes principais do jogo. O “mapa” está muito maior e existem muito mais chefes. Mais uma vez, a desenvolvedora aposta na própria capacidade de seus jogadores, que em vez que colocá-los frente a diálogos e explicações em cenas animadas, quase que exige que o gamer deixe de lado o jogo e pesquise sobre o game antes de jogá-lo.

Através de Dark Souls 2, a FromSoftware transforma sua franquia em um marco da atual geração de videogames. É um game que se encontra no mesmo nível de seus antecessores e que conta com suas próprias particularidades, tornando-o um game único por si só. Introduz diversos elementos novos e uma dificuldade ainda mais desafiadora, mas nada menos recompensadora. É um digno sucessor de um dos melhores games já feitos e ocupa o merecido lugar ao seu lado.

6- The Walking Dead (Telltale Games)

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O tom, a arte, os personagens e as missões do game capturam a tal aura dramática das HQs: o importante aqui não são somente os zumbis, mas como as pessoas passam a se relacionar em um cenário tão perigoso e pós-apocalíptico. Levando em conta de que o jogo episódico é leve, o trabalho de arte é absolutamente bem-feito, mesmo que existam pequenos problemas em beiradas de alguns cabelos, ou outros objetos angulosos. Os gráficos utilizam cel-shading para deixar claro o traço de quadrinho, alterar expressões e dar vida aos personagens, todos ricos e bem construídos. O título também toca em assuntos não explorados nos quadrinhos, como o passado de alguns sobreviventes. O protagonista, Lee Everett, porém, é um novato: condenado e preso por assassinato, se safa de uma morte prematura com alguns mortos-vivos e acaba tomando conta de uma menina chamada Clementine.

No game a partir do momento que você escolhe um caminho, todas as consequências dos seus atos serão lembradas e servirão para moldar o personagem principal e a narrativa. Muitas vezes, porém, não há muito tempo para escolher entre as possibilidades de diálogos, então você pode se sentir agindo por instinto. Logo ao final do game, você descobre a porcentagem de pessoas que tomaram a mesma decisão que você, o que é um adicional interessante.

Em termos de mecânica, o jogo é bem mais um point-and-click do que um jogo de tiro, o que faz sentido. O título funciona como um quadrinho que se joga. A cada novo cenário, você poderá explorar pontos de interesse, resolver quebra-cabeças e interagir com objetos e pessoas. Isto é, mova o cursor, entenda o que pode ser feito naquele ambiente, mire e aperte os botões. Pode não parecer complexo como um game de guerra, mas serve ao propósito de criar tensão. Mesmo porque, os zumbis não são decepados a cada segundo e cada morte é relevante. Em algumas delas você precisará ser rápido, mas todas têm um certo teor de furtividade.

7- Batman: Arkham City

top 10 O game é um aprimoramento em todos os níveis do primeiro. Movimentação, cenário, jogabilidade, desafios, história, tudo é melhor em Arkham City. A começar pelo sistema de mundo aberto, que permite que o Batman patrulhe a ampla penitenciária, criada a partir de bairros inteiros de Gotham, murados depois da rebelião no Arkham. Há desafios a cada esquina, bem como encontros inusitados com personagens diversos do universo do herói, dentro e fora da trama principal. As missões secundárias agora vão muito além dos fragmentos de história do Arkham e da localização de enigmas do Charada. O vilão agora tem espalhados centenas de troféus pelo cenário, e muitos deles são verdadeiros mini-games para serem obtidos. Há missões paralelas de outros grandes vilões do universo do Batman também, como o maníaco Victor Zsasz, alguns mistérios a serem desvendados e outras surpresas constantes, que mantém o game com uma sensação de novidade o tempo todo.

Mas a atração é mesmo a narrativa principal, em que o veterano multimídia da DC Comics, Paul Dini, faz um ótimo apanhado do universo do personagem. Ele amarra perfeitamente o game anterior, ao mesmo tempo não exigindo que você tenha jogado o título passado, e traz vários níveis de história. Há toda a trama macro, com a subida ao poder do Dr. Hugo Strange e seu golpe do Protocolo 10, os planos do Coringa e as guerras de gangues travadas pelo controle de Arkham City, entre outras tramas complementares que desviam e se reintegram à história. O jogo, felizmente, nunca segue no caminho esperado e apresenta cenários e problemas bastante distintos uns dos outros.

E se você quer realmente sentir-se como o Cavaleiro das Trevas, o modo “New Game Plus” apresentado pela Rocksteady aumenta a dificuldade e elimina todos os avisos da tela durante o combate. Para vencer você tem que dançar seus combos enquanto olha cada animação de oponente, prevendo seus movimentos não com um sinal luminoso, mas com seus movimentos. Coisa para quem gosta de um desafio de verdade. Batman: Arkham City é o jogo definitivo para os fãs do Batman e de super-heróis.

8- Fallout 3

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Os primeiros Fallout conseguiram cativar alguns gamers com histórias realistas envolvendo explosões nucleares, radiação e a devastação dos Estados Unidos da América. Depois de um longo tempo, os fãs tiveram a oportunidade de conferir o retorno da franquia e todo o esplendor de Fallout 3. Quando a empresa Black Isle foi fechada, a Interplay foi obrigada a largar a produção do terceiro game em 2003. Mas a Bethesda assumiu com vigor o desenvolvimento do título desde 2004 e decidiu utilizar a mesma tecnologia básica de The Elder Scrolls IV: Oblivion para tentar aumentar a emoção transmitida pelas desventuras de um sobrevivente à guerra nuclear. Apesar de ser um jogo relativamente restrito (classificação etária: maior de 18 anos), não há como deixar de se impressionar com a qualidade do conjunto composto por RPG, FPS, ação em terceira pessoa e muita, mas muita ação.

A humanidade finalmente optou por transformar o planeta Terra em um campo de batalhas nucleares. 2077 foi o ano da ruína, mas Fallout 3 se passa 200 anos depois dessa desgraça (30 anos depois de Fallout 2). O cenário principal do game não poderia ser nada mais nada menos que Capitol Wasteland e os arredores da arruinada Washington D.C. Não demora muito para que o jogador tenha a chance de contemplar esse cenário decrépito. Ainda assim, vale a pena comentar desde já sobre a qualidade espantosa que Fallout 3 mostrou em sua ambientação. É claro que nem tudo é maravilhoso, mas, se fizermos um panorama geral da terra, é praticamente possível sentir a poeira que paira sobre o mundo que conhecemos. Com todo o caos ocorrido, a humanidade teve que rapidamente tomar providências. É claro que nem todos foram salvos com os abrigos à prova de radiação. As chamadas Vaults são as instalações criadas pelos americanos para o salvamento dos humanos escolhidos. Sim, tal atrocidade ocorreu: apenas cidadãos que tinham boa saúde e a mínima propensão para doenças foram para as Vaults.

Levando em consideração que Fallout 3 é um RPG em mundo aberto, as possibilidades são inúmeras. A comparação com Oblivion é inevitável, devido à enorme gama de semelhanças na estrutura de missões, personagens, itens e jogabilidade. Ainda assim, Fallout 3 consegue envolver o jogador e o contexto apresentado de tal maneira que muitas horas podem ser gastas com o game. Pode-se tanto seguir a linha principal de missões quanto explorar as missões secundárias e conhecer mais sobre os pequenos locais do mapa. Se o jogador resolver encarnar o espírito da brutalidade, há a possibilidade de realizar uma carnificina completa, não importa o que estiver em volta. É claro que, certas vezes, relacionamentos pacíficos deverão ser mantidos para que munição e outros itens estejam à disposição.

O dinheiro (tampas de garrafa) acaba fácil caso o gamer não tenha sabedoria nem moderação nesse quesito. As missões, na maior parte das ocasiões, possuem desfechos inesperados. A própria Megaton, considerando que é uma cidade construída em volta de uma monstruosa bomba nuclear desativada, acaba em ruínas se o gamer seguir um determinado indivíduo e ativar o “pequeno” dispositivo explosivo. Saia de perto e contemple o cogumelo de fogo: uma atrocidade, mas visualmente fenomenal. Enorme quantidade de missões, opções ilimitadas de destruição, ação impactante e altamente envolvente, cenários espetaculares, personagens intrigantes e, portanto, entretenimento de qualidade.

9- The Elder Scrolls V: Skyrim

top 10 O jogo é exatamente aquilo que se espera de um RPG. Claro que quando se fala do gênero nos videogames há certas regras que já fazem parte do pacote, como progressão de personagem por escolha de classe e de habilidades no decorrer da jogatina, batalhas permeadas por ação ou por estratégia em turno. Skyrim faz tudo isso muito bem, além de contar com a narrativa clássica medieval. Porém, o que o faz especial e um verdadeiro exemplar desta casta é a imersão: o jogador realmente assume um papel, e constrói seu personagem em colaboração com o mundo e os habitantes do jogo. Até mesmo a longevidade do game depende de escolha. É possível experimentar a narrativa principal e passar para o próximo título, ou aproveitar todas as horas de missões extras. Há sempre algo interessante para fazer, principalmente para aqueles que tem vontade de papear com todos os habitantes de uma cidade, e eles têm muito a dizer. É possível juntar-se aos Companions e transformar-se em um de seus irmãos de sangue, ou talvez tornar-se o mais novo aluno da escola de magia, estudar para entender a misteriosa e impiedosa Dark Brotherhood e, ao mesmo tempo, ainda agir como um implacável ladrão, que trouxe glória novamente à sua guilda.

As possibilidades do game não seriam nada impressionantes se The Elder Scrolls V: Skyrim não convencesse o jogador de que seu universo vale a pena. Sim, você vai querer jogar e jogar de novo, pois a produção se esforçaram em criar uma experiência completa. Mesmo o começo do jogo ajuda o jogador em pensar no seu personagem como uma tela branca: o protagonista começa como um prisioneiro liberado, mas sem nenhum indício de que tem um passado relevante. Logo depois, parte em busca de demandas, até descobrir-se o último Dragonborn, isto é, nascido com a alma de dragão. Essa imersão narrativa é valorizada pelos inspirados gráficos, especialmente na criação de ambientes, de pradarias a picos cheios de neve, além da variação de tipos de rostos. Também o som, a música, sonorização e dublagem foram trabalhados quase à perfeição, e o combate completa a experiência, já que é sempre divertido, ainda mais porque os monstros praticamente se lançam em cima do jogador. A árvore de habilidades é igualmente interessantíssima, já que permite customizar seu personagem com variações enormes.

The Elder Scrolls V: Skyrim é uma experiência pessoal e para os de natureza exploradora. Pode ser sombrio e poético, mas é certamente feito das proezas dos seus jogadores. É acertado para aqueles que gostam de escrever suas próprias histórias, para os que não temem frente a criaturas monstruosas, e para os jogadores que querem explorar perigos, independentemente de qual a sua arma de escolha.

10- Beyond: Two Souls

top 10 Beyond: Two Souls é um exclusivo de PlayStation 3 produzido pela Quantic Dream. Ele conta a história de Jodie, uma garota que está sempre acompanhada de um espírito chamado Aiden, e vive numa relação de amor e ódio com ele. Quando ainda era pequena, ela foi parar em um setor da CIA para que o fenômeno fosse estudado e compreendido, além de, claro, utilizado para fins militares. Enquanto a história não tem nada de muito interessante, o destaque de Beyond fica na maneira como ela é contada. O jogo está mais para um filme interativo do que um game, pelo menos como conhecemos jogos. Tanto que a própria capa lembra bastante o pôster de um filme. De uma maneira bastante simplificada, ele é quase um quick time event de 12 horas permeado por alguns momentos em que você precisa movimentar o personagem em algum lugar, esse é o máximo de controle que você tem sobre as cenas.

Por causa disso, é difícil afirmar que Beyond é um jogo de ação, apesar de haver um monte de pancadaria. Mas o papel do jogador é em fazer com que essas cenas fluam em vez de atuar ativamente nelas. Nos combates, só se utiliza o controle para dar continuidade às ações, por exemplo, se a protagonista insinua um movimento para a direita, seja para bater ou desviar, o jogador só precisa arrastar o analógico para esse lado para que ela realize a ação completa. Outros quick time events envolvem apertar repetidamente alguns botões ou chacoalhar o controle.

A oscilação entre Jodie e Aiden traz uma dinâmica necessária ao jogo, já que participar de quick time events o tempo todo poderia se tornar entediante, assim como flutuar pelo mundo em busca do que fazer. Há alguns momentos, inclusive, que você fica meio sem saber o que fazer; nessas horas, é bom prestar atenção nas falas dos personagens, e se estiver com Aiden, Jodie dá algumas dicas de onde ir e o que procurar.

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ArthurAques

Nerd desde criança e gamer desde sempre. Por mais agitado que o dia possa ser, sempre acha uma brecha para se atualizar com as novidades sobre jogos, filmes, séries e quadrinhos. Criado desde pequeno pelo seu pai para ser um fã incondicional de AC/DC, fica feliz quando seus vizinhos curtem música boa, querendo eles ou não.

2 Responses

  1. João

    se é gay mesmo seu rainha putinha!

    é minha vez de comentar algo, sou o irmao do joão.
    Bom, eu queria saber porque o Dusty An Elisian Tail não está na lista, seus bando de filho da puta burro, que não sabem escolher jogos.
    E também eu ficaria feliz se o Tibia fosse 3D.

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