Durante nossa breve vida, há momentos que representam rupturas. Momentos que vão mudar a nossa vida pra sempre. Momentos em que a gente se torna uma pessoa mais feliz. Momentos que definem nosso futuro. Venho falar sobre a minha primeira vez. Minha primeira vez no Twitch.

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Já havia ouvido falar de pessoas que jogavam ao vivo enquanto mil outras assistiam. Achava absurdo! Se você gosta de jogar, então jogue! Não assista outros jogarem! Descubra o jogo você mesmo! Até que eu “conheci” Renato Estranho, streamer e futuro ícone da internet. Se ele era engraçado no YouTube, deveria ser ainda mais jogando ao vivo.

Resolvi me aventurar por um mundo desconhecido e acabei caindo em um buraco em que eu ainda não atingi o fundo. Talvez nunca atinja. Era uma madrugada como todas as outras. Cansada de tanto estudar, resolvi dar uma pausa e decidi ver “qual era” a dessa live do BunkerNerd. Renato estava lá,  junto com mais 20 pessoas que assistiam e conversavam no chat… pessoas sem nome, na maior parte. Ele agradecia e não acreditava que havia 20 pessoas assistindo ele jogar (quem diria!). Eu também não acreditava e nem entendia o por que. Pessoas desocupadas, crianças, que não tem o que fazer… e eu!

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Depois de meia hora me vi fazendo uma conta e nick no Twitch pra poder conversar com o Renato. Ele era (e continua sendo) a pessoa mais carismática da internet. Ele me deu boas-vindas e conversou comigo e com as outras pessoas do chat enquanto jogava. Eu conversava com os outros sem-nome também, enquanto assistia o Renato gritar e cantar em alemão enquanto jogava um jogo que eu não conhecia. Era um novo tipo de entretenimento que nascia ali na minha frente. Eu não era gamer (ainda não sou e não sei se um dia serei), mas assistir esses curitibanos jogarem era divertido, por alguma razão. Perguntava pra mim mesma:

“Por que eu sacrifico meu sono para assistir esses malucos jogarem fumando narguilé e conversar com pessoas sem nome? Por quê?”

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Quase 3 meses se passaram e hoje é normal ter mais de 100 pessoas assistindo a Live do Bunker nas madrugadas. As pessoas do chat, que antes eram sem nome, agora tem rostos e algumas se tornaram minhas amigas. Sei um pouquinho sobre a vida de cada um deles e eles também conhecem um pouco da minha. Eu ainda não jogo, mas a stream da madrugada se encaixou na minha rotina e inverteu meu relógio biológico.

Renato não é mais o único que joga. Fumássio e Arnaldo também fazem minhas madrugadas mais felizes! A Live não está completa sem eles. Sim, Renato continua gritando, cantando, rindo e dançando (talvez um pouco mais do que antes) e agora acompanhado. E eu grito e canto junto com ele! Sempre tem pessoas novas no BunkerOffice (e muita fumaça).

Hoje eu sei por que eu assisto esses malucos. Aquela madrugada foi uma ruptura e acidentalmente caí na melhor live do Brasil. Pessoas comprometidas em fazer as outras mais felizes, jogando! Pessoas apaixonadas pelo que fazem! Nos bons e nos maus dias, eles sempre estão lá! Eu me vejo um pouco em cada um deles… e acho que não sou a única. Sou maluca também! A stream do BunkerNerd é insana, bonita, divertida e aconchegante. É um abraço de gordo (quase literalmente)!

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Escrito pela soldado Caroline Medeiros

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