Olá nerds de todas as idades! Acredito que alguma vez na vida, como qualquer gamer, vocês já devem ter ouvido:

“Meu Deus, fulano. Larga esses jogos aí! Parece criança!”

Ou então:

“Você deveria largar isso aí. Você não tem mais idade pra ficar com esses joguinhos!”

Eu até concordo que esses argumentos fariam sentido algumas décadas atrás, afinal, os vídeo games foram feitos, inicialmente, para ser um brinquedo. Porém, eles deixaram de ser coisa de criança há muito tempo!

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Vocês se lembram de como eram os jogos há 10 anos? Pelo menos 90% deles eram completamente lineares. O que eu quero dizer com isso, é que você assistia uma história em pequenos filminhos e jogava entre uma cena e outra, mas por maior que fosse a quantidade de vezes que você fechasse o game, sempre veria a mesma história, abriria os mesmos poderes, com os mesmos inimigos, na mesma ordem.

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Isso fazia com que o jogador fosse obrigado a fazer somente “o que o produtor quer que ele faça”.

Percebi que, hoje em dia, o número de jogos não lineares aumenta cada vez mais. Isso porque, eles funcionam como uma árvore. A cada decisão que você toma, a árvore se divide em um novo galho, mudando a party, o personagem ou até quem sabe a própria história!

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Jogos com vários finais ainda não são tãããão comuns, mas são muito legais porque seguem essa ideia de deixar o jogador escolher. Nesse caso, por mais que a “main history” seja inalterável, o game te dá alguma liberdade. Por exemplo:

  • Você pode optar por qual rota seguir em uma “árvore de poderes”.
  • Você pode escolher a quem se aliar, e quem será seu inimigo.
  • Você pode andar livremente pelo mundo.
  • Você pode optar pela ordem que faz as quests. E se faz ou não faz!
  • E qualquer outra decisão que você possa tomar…

Com todas essas combinações de “caminhos”, é possível jogar diversas vezes o mesmo jogo, só que de maneiras completamente diferentes.

Ok, ok, Castor… mas o que isso importa?

O que quero dizer é que esses jogos possuem tantas combinações, que uma criança não conseguiria jogar porque eles não são tão óbvios. Apertar os botões é fácil, mas entender tudo que envolve o jogo, jogar mesmo, é outra história. Sinceramente, isso até chega a ser chato para crianças, afinal não é qualquer “combinação” que dá certo. Se você escolher errado, isso pode te prejudicar o suficiente para deixar o game quase impossível de ser completado (quem lembra dos adventures games da LucasArts?).

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Outro fato que notei é que os jogos estão muito mais “ricos em conhecimento”. Há uma verdadeira preocupação dos produtores em linkar o game com a realidade. Em alguns casos, como uma crítica sutil ou um easter egg (algo escondido no jogo) e em outros casos, REALMENTE conectar fato e ficção.

Um ótimo exemplo disso é a franquia “Assassin’s Creed”. Um jogo completamente “entupido” de lugares, acontecimentos e personagens históricos. De forma incrivelmente inteligente, o game conta uma história fictícia e  verdadeira ao mesmo tempo. Como se não bastasse, “Assassin’s Creed” ainda faz as ações do protagonista justificarem um acontecimento histórico, como um assassinato de uma papa, por exemplo ou o fim de uma revolução. Em alguns casos, tudo é tão bem amarrado, tão bem feito, que te deixa aquela dúvida: Será que isso realmente aconteceu ou é como está nos livros de história?

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Por mais que uma criança consiga jogar e ache games como esse divertidos, acredito que não entendam o real significado de tudo que estão vendo, até porque, toda essa “riqueza” do jogo, só é percebida e admirada por aqueles que já conhecem a história real (o que duvido muito que uma criança conheça).

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Aquele selo de classificação não está nas capas dos jogos por acaso. EXISTEM estudos e justificativas que comprovam que o “jogo tal” deve ser jogado por pessoas com 16 anos para cima porque o jogo apresenta violência e complexidades que comprometeriam a experiência de jogo de uma criança de 0 anos, por exemplo.

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Então não adianta argumentar! Assim como os animes, muitos jogos não são feitos para crianças! E não, não é uma coisa boba ou perda de tempo (usem a desculpa de que estão aprendendo com isso. É a melhor de todas =P). Não é a toa que a idade média dos gamers está entre 31 e 37 anos!

Se por um acaso você joga apenas por jogar e não percebe o real significado dos games inteligentes, sugiro que preste mais atenção. Você passará a vê-los de outra maneira e aprenderá MUITO! Fica a dica!

OBS: Caso o jogo que você esteja jogando envolve aprender a contar ou identificar o som dos animais, de fato, a pessoa que usar os argumentos do início da matéria, tem razão.  

 

Escrito pelo oficial Lucas Merlin

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