Várias pessoas estão se perguntando se devem ou não ir ao cinema para assistir Warcraft. A minha resposta é bem simples. Sim.
Não que a adaptação da história do Warcraft seja a melhor coisa dos últimos tempos, mas não deixa nada a desejar para os fãs da saga.

Warcraft O Primeiro Encontro de Dois Mundos (atente-se bem à palavra Primeiro) é uma adaptação de Warcraft, e não de World of Warcraft, como várias pessoas confundem. Sendo assim, para os fãs, nenhuma novidade quanto aos eventos que acontecem no filme. O que mais esperávamos era como isto seria contado na tela do cinema. E devo dizer, foi bom. Nem ruim, nem muito bom, nem ótimo, foi bom. Para quem não conhece, o início do filme introduz um pouco da história dos Orcs e Humanos, “personagens” principais neste primeiro filme.

Logo no início temos uma introdução ao começo da história de Azeroth, o reino de Warcraft. Com uma imagem belíssima de Stormwind (odeio admitir isto sendo da Horda) mostrando ao fundo um pouco de Elwynn Forest e Duskwood. Aliás, falando sobre a ambientação do filme, os cenários chamam realmente atenção, isto porque a Blizzard se preocupou em manter tudo o mais fiel possível para os fãs. Em algumas cenas podemos ver inclusive o vulcão de Blackrock Mountain ao fundo.

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Além disto outros lugares bem conhecidos como Karazhan e Dalaran também ficaram muito bem representados e se destacam na telona. O fato de Dalaran já estar “voando” fez alguns fãs mais assíduos torcerem o nariz, mas não é algo que incomoda, e que para os novos não faz diferença alguma. A biblioteca de Karazhan (quem jogou Burning Crusade sabe do que estou falando) é muito bonita e tem um visual sensacional que faz você querer mais.
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Mas vamos falar dos personagens. Lothar, interpretado por Travis Fimmel (o mesmo ator de Ragnar na série Vikings) se encaixou muito bem no papel de amigo e braço direito do rei Llane, interpretado por Dominic Cooper, este, que deixou um pouco a desejar. Os destaques ficam por conta dos Orcs, Durotan, Blackhand, Gul’dan e Orgrim, tanto na caracterização quanto na interpretação do personagem. A computação gráfica não decepciona em nenhum momento, até mesmo os Dwarves e Night Elves, são bem parecidos com o jogo, o que em um primeiro momento pode estranhar para quem não está acostumado ou é fã de outros filmes de fantasia. Além disto nós temos Medivh, o guardião do reino e Khadgar, seu aprendiz, que são personagens chave.

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As cenas de luta empolgam pouco. Poderiam ser mais rápidas, mais dramáticas. E o filme em alguns momentos perde a linearidade e acaba cansando o espectador com conversas que diminuem o ritmo fazendo alguns bocejarem. Mas que são superadas por cenas como a de Lothar lutando contra Blackhand e caminhando em meio aos Orcs levando Llane de volta para Stormwind.

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Com seus altos e baixos, Warcraft é um filme que vale a pena ser assistido em um bom cinema. Se você não é fã da saga ou não conhece muito da história, leve aquele seu amigo manjista que você vai entender mais o filme e aproveitar bastante!

Para quem quiser saber mais sobre a história neste link do próprio site do Warcraft, você tem todos os capítulos pra não ficar boiando durante o filme. E recomendo também assistir o vídeo abaixo para saber mais sobre a história de Durotan, chefe dos Frostwolf.

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Um nerd manjista de games e hardware. Também atende pela alcunha de Leonardo Roveda.